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quarta-feira, 31 de março de 2010

As Seis Vestes de Jesus


Há algum tempo visitei o Wartburg, o castelo onde Lutero traduziu a Bíblia. Há muitas coisas interessantes para ver ali – além da sala onde Lutero trabalhou. Por exemplo, nas paredes há retratos de todo tipo. Chama a atenção que as mulheres se apresentam em seus melhores trajes. E os homens usam vestimentas ricamente enfeitadas com medalhas, ou então magníficos uniformes ou armaduras. As pessoas faziam-se retratar em toda a sua dignidade, principesca ou real.

Diz o ditado popular: “O hábito faz o monge”. De fato, muitas vezes as roupas dizem algo a respeito do caráter de uma pessoa, suas idiossincrasias ou preferências. É bem verdade que há pessoas ricas e influentes que se vestem de forma simples, mesmo que os tecidos que usam sejam muito caros. Assim, uma simples olhada de relance realmente pode dar uma impressão errada.

As estrelas e celebridades da nossa época normalmente não poupam esforços nem dinheiro a fim de se apresentarem com as melhores e mais chamativas roupas, apenas para continuarem in e para que se fale delas.

Como o Senhor Jesus, o Rei dos reis e Senhor do senhores, estava vestido no dia de Sua morte (crucificação)? Ele usou seis vestimentas diferentes. Em minha opinião, Deus quer nos transmitir uma mensagem por meio delas. Vamos analisá-las uma a uma.

A roupa resplandecente

As estrelas e celebridades da nossa época normalmente não poupam esforços nem dinheiro a fim de se apresentarem com as melhores e mais chamativas roupas, apenas para continuarem in e para que se fale delas.



Quando Pôncio Pilatos descobriu que Jesus era da Galiléia, e que Herodes, cujo domínio incluía a Galiléia, estava em Jerusalém naquele momento, ele enviou o Senhor até Herodes (Lc 23.6-7). Fazia tempo que este desejava ver um sinal milagroso realizado por Jesus. Mas como o Senhor não respondeu às suas perguntas (v.9) nem realizou milagres, o aparente interesse por Jesus imediatamente se transformou em zombaria e gozação: “E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e tornou a enviá-lo a Pilatos” (v.11, RC). Outras traduções chamam esta roupa de “manto esplêndido”, “manto branco” ou “manto real”.

É óbvio que Herodes queria usar isso para expor a reivindicação da realeza de Jesus ao deboche público. Pois, pouco antes Jesus tinha respondido à pergunta de Pilatos: “És tu o rei dos judeus?” com “Tu o dizes” (v.3). Todo o Sinédrio reunido naquele lugar tinha escutado essas palavras, e os mesmos homens agora acusavam Jesus diante de Herodes, com certeza também pela Sua reivindicação de ser o Rei dos judeus (cf. Lc 23.3,10).

Com esta roupa resplandecente que Herodes tinha mandado que vestissem em Jesus, ele O tinha exposto à zombaria das pessoas. Elas zombavam dEle por causa daquilo que Jesus realmente era: o Rei dos judeus; a verdade absoluta e comprovada a respeito de Jesus foi debochada.

Algo muito parecido acontece hoje: inúmeras publicações sobre Jesus arrastam a verdade a respeito de Sua Pessoa na lama. Nenhuma outra religião é tão vilipendiada quanto o verdadeiro cristianismo, pois a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo que ela prega é a verdade. Por trás disso está o pai da mentira, o diabo (Jo 8.44), que combate essa verdade com todos os meios de que dispõe.


Inúmeras publicações sobre Jesus arrastam a verdade a respeito de Sua Pessoa na lama. Nenhuma outra religião é tão vilipendiada quanto o verdadeiro cristianismo.




A roupa resplandecente colocada sobre Jesus também significa que o Senhor tomou sobre si todos os pecados, mesmo aqueles que o ser humano tanto gosta de usar, mas que não o fazem feliz: roupas maravilhosas, esplêndidas, e jóias preciosas. Os homens gostam de se apresentar com elas, mas, na maioria das vezes, por baixo só estão escondidos egoísmo, orgulho e uma ambição ilimitada.

A “roupa resplandecente” dos homens tenciona esconder a sua miséria e natureza pecaminosa, o “manto branco” precisa ocultar a hipocrisia, o “manto esplêndido” tenta neutralizar o mau cheiro da debilidade humana e o “manto real” procura testemunhar imortalidade, mesmo que o ser humano seja totalmente mortal.

Jesus vestiu, tomou sobre si e carregou tudo isso. Agora Ele transforma qualquer pessoa que crê nEle em “rei e sacerdote” (cf. Ap 1.5-6).

O manto escarlate
Depois que Pilatos tinha mandado açoitar Jesus (Mt 27.26), o texto continua: “Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate” (vv. 27-28). Outras traduções falam em “manto de púrpura”, “capa de soldado púrpura” ou “manto vermelho”. Tratava-se de uma capa vermelha do tipo usado por soldados. Foi uma capa dessas que colocaram nos ombros de Jesus.

Sem saber, em seu deboche e zombaria os soldados fizeram algo cujo significado mais profundo indica o motivo do sacrifício de Jesus. Afinal, o “manto vermelho” ou “escarlate” nos lembra todo aquele sangue derramado sobre a terra, as incontáveis guerras e as muitas vítimas inocentes. Ele proclama que o homem não se entende com seu próximo, que há apenas brigas entre eles. Ele nos lembra assaltos, violência, poder desmedido e injustiça, assassinatos e homicídios e o espírito assassino inventivo da humanidade. Ele nos lembra as grandes guerras (entre os povos) e as pequenas guerras (nas famílias, entre vizinhos, etc.).

O “manto escarlate” do soldado representa ódio e vingança, retaliação, busca por poder e exercício da tirania. Mas ele também expressa que o homem não vale nada para os outros homens. Esse “manto vermelho do soldado” deveria estar sempre diante dos nossos olhos.


O “manto vermelho” proclama que o homem não se entende com seu próximo, que há apenas brigas entre eles. Ele nos lembra assaltos, violência, poder desmedido e injustiça, assassinatos e homicídios e o espírito assassino inventivo da humanidade.




Jesus quis tomar nossa culpa sobre si de forma voluntária, e fez isso de forma conseqüente. Essa era a Sua missão, a Sua tarefa. Jesus tomou sobre si a culpa de todas as discórdias do relacionamento humano, todo ódio e todo assassinato: esta é a verdade ilustrada pelo “manto vermelho do soldado”, que Ele permitiu que fosse colocado em Seus ombros.

Suas próprias roupas
“E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado” (Mt 27.31, ACF).

As roupas de Jesus eram feitas por mãos de homem, para serem usadas por homens; eram de material terreno. Jesus usou essas roupas durante a Sua vida.

Sendo Deus, Ele vestiu essa “roupa” para se tornar completamente homem. Ele praticamente “vestiu nossa pele” e assumiu humanidade completa.

E como Jesus usou essas roupas feitas por homens, elas também realizaram milagres. Uma mulher tocou a bainha da Sua roupa e imediatamente ficou curada (Mc 5.25ss.).

As roupas de Jesus indicam que Ele se tornou homem, e nos ensinam que Ele quer tornar a nossa humanidade completa. E quando nós O convidamos a preencher nossa humanidade, Cristo, a esperança da glória (Cl 1.27), vive em nós.

Suas roupas se transformaram em símbolo da redenção, pois quatro soldados as tomaram e dividiram entre si (Jo 19.23). As roupas de um condenado à cruz eram despojos dos carrascos. Assim, as roupas de Jesus, crucificado vicariamente pela nossa culpa, transformaram-se em “vestes de salvação” para nós (Is 61.10).

Tiraram dele a “capa” e “vestiram-lhe as suas vestes”. Jesus não era nem como Herodes (manto esplêndido) nem como os soldados (capa). Ele os usou e depois foi despido delas. Mas Ele continuou sendo verdadeiro homem.

A túnica
“Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá – para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados” (Jo 19.23-24).


A túnica de Jesus não tinha costuras. O sacerdócio de Jesus é indivisível, não há nenhuma costura que possa ser desfeita, ele é uma unidade.




O texto diz expressamente que essa túnica tinha sido tecida sem usar qualquer costura. As roupas do sumo sacerdote também eram feitas dessa forma: “Farás também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de estofo azul. No meio dela, haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura, como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompa” (Êx 28.31-32). A diferença estava no fato de que o sumo sacerdote usava essa peça por cima de todas as outras, e Jesus a usava por baixo. Isso também tem um significado mais profundo: Jesus Cristo é o verdadeiro Sumo Sacerdote, ainda ocultado. Ele veio ao mundo como Filho de Deus e revelou-se como Messias de Israel em Seus atos. Mas era preciso que também ficasse claro que Ele era mais que isso: o eterno Sumo Sacerdote de Seu povo. No fim de Sua vida ficou claro qual era o Seu destino inicial.

O povo celebrou-O como Filho de Davi, louvou-O como Messias e grande Profeta. Contavam com a vitória sobre os romanos e o estabelecimento de um reino messiânico. Mas eles não perceberam que primeiro Jesus teria de morrer pelos pecados dos homens, como o Cordeiro de Deus. Podemos chegar a Ele, o Senhor crucificado e ressuscitado, com toda a nossa culpa. Ele intercede por nós, é nosso Advogado diante do Pai celeste: Seu sacrifício vale perante Deus. Jesus é tudo de que nós precisamos!

A túnica de Jesus não tinha costuras. O sacerdócio de Jesus é indivisível, não há nenhuma costura que possa ser desfeita, ele é uma unidade. Seu sacerdócio não pode ser dividido com Maria, outra assim chamada mediadora, nem com os sacerdotes eclesiásticos, nem com o papa nem com nenhuma outra religião. Somente Ele é o eterno e verdadeiro Sumo Sacerdote, o único Mediador entre Deus e os homens (cf. 1 Tm 2.5-6).

O pano
Como Jesus fora despido de Suas roupas e de Sua túnica, Ele ficou dependurado na cruz coberto apenas por um pano. Estava praticamente nu. O Salmo 22.17-18 O descreve desta forma: “Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim. Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes”. Hermann Menge traduziu a última parte do versículo 17 desta forma: “...mas eles olham para mim e se deleitam com a visão”.

A nudez retrata pecado e vergonha. Ela personifica o pecado original. Desde Adão todos nós nascemos em pecado, por isso chegamos ao mundo nus. Em Gênesis 3.7 lemos: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”. Adão disse a Deus: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (v.10). E Deus respondeu: “Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (v.11).

O primeiro Adão pegou o fruto proibido da árvore, e tornou-se o pecador cuja iniqüidade pesa sobre todos os homens.

O último Adão foi pendurado num madeiro e “feito pecado” (2 Co 5.21). Jesus tomou sobre si a culpa original do pecado a fim de eliminar a culpa do homem. Quem crê em Jesus não tem somente o perdão de seus pecados, mas também do pecado original, no qual todos nós nascemos.

Os lençóis
“Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis (de linho) com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro” (Jo 19.40).

O linho era usado nas vestes sacerdotais (Lv 6.10). Também os tapetes, toalhas e cortinas do tabernáculo eram feitos de linho (Êx 26.1,31,36; cf. também 1 Cr 15.27).

Era costume que os judeus mortos fossem sepultados enrolados em lençóis de linho. Jesus foi “sepultado” como um verdadeiro judeu.

Mais tarde, quando Jesus ressuscitou, o texto diz: “Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte” (Jo 20.6-7).

Em minha opinião, os lençóis nos lembram as obras da lei, o sacerdócio do Antigo Testamento, o tabernáculo, as leis e prescrições, as obras e os esforços dos judeus que seguiam a lei.

Jesus foi colocado no túmulo envolto em linho, mas na Sua ressurreição Ele deixou os lençóis para trás. Ele cumpriu a lei de forma completa. Ele é o cumprimento da lei (Mt 5.17). Nele qualquer pessoa que Lhe pertença é tornada completa.

Aplicação pessoal
Jesus usou o manto esplêndido de Herodes, o orgulho e a soberba da humanidade sem Deus. O Senhor permitiu que Lhe colocassem o manto vermelho dos soldados, o ódio abismal e a brutalidade do ser humano. Jesus usou Suas próprias roupas: Ele se tornou completamente homem. Ele usou uma túnica sem costuras: Ele é o verdadeiro Sumo Sacerdote. Na cruz Ele foi coberto somente com um pano. Jesus levou não somente os pecados, mas o pecado original. Na morte o Senhor usou os lençóis de linho, depois despidos na ressurreição. Jesus é o cumprimento da lei.

Agora toda pessoa renascida é chamada a despir o velho homem e vestir o novo homem em Cristo: “...[despojai-vos] do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e [renovai-vos] no espírito do vosso entendimento, e [revesti-vos] do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.22-24). “...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13.14). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2007.

terça-feira, 30 de março de 2010

Atitude Infalível

"Orai sem cessar" (1 Tessalonicenses 5:17).

"A maior preocupação do diabo é impedir que os cristãos orem. Ele não teme o estudo sem oração, nem a obra sem oração e nem a religião sem oração. Ele ri de nosso trabalho, zomba de nossa sabedoria, mas, treme quando oramos." (Samuel Chadwick)

"Eu preferiria ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar." (Charles Spurgeon)

"O homem que conseguir mobilizar um cristão a ir a igreja para orar fará a maior contribuição para a história da
evangelização do mundo." (Andrew Murray)

Este é o grande segredo de uma vida espiritual abundante e vitoriosa -- a oração. Não somos fortes porque não oramos, não somos perseverantes porque não oramos, não realizamos
nossos sonhos porque não oramos, sentimo-nos solitários porque não oramos, nossa vida está repleta de frustrações e decepções porque não oramos. O Senhor nos prometeu grandes
coisas e todas elas continuam à nossa disposição, mas, por que não as recebemos? Porque não oramos como devíamos.

Quantas vezes já ouvimos alguém dizer: "A oração move a mão de Deus"? Quantas vezes já lemos o versículo: "Tudo que pedirdes, em oração, crendo, recebereis"? Quantas vezes refletimos na palavra: "Pedi e vos será dado"? E, se sabemos de tudo isso, por que continuamos vazios e sem direção? Por que não abandonamos, ainda, a indiferença e a incredulidade? Por que não partimos, com ousadia e coragem, em direção aos obstáculos em nossa frente com a mesma determinação de Davi: "Eu vencerei, na força do Senhor"?

Se queremos ter uma vida melhor, mais abençoada e mais vitoriosa, precisamos gastar mais tempo diante do Senhor, para buscar Sua direção, Sua graça e Sua unção. Se orarmos muito, teremos muito poder e, se orarmos pouco ou nada, continuaremos apagados e sem vigor espiritual.

Você tem orado para conhecer a vontade de Deus em tudo o que faz?

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Tel/Brasil: 31 3712-2248
Tel/USA: 321-234-1386
tprobert@terra.com.br
Ministério Para Refletir - 12 anos de vitórias!
www.ministeriopararefletir.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Música Secular e a doutrina da Graça Comum

Por Leonardo Gonçalves

Um texto do amigo Renato Vargens sobre música secular e a graça comum suscitou um debate intenso esta semana. Ao que vemos, quando o assunto é a música secular, as opiniões evangélicas estão bastante divididas. Ao meu ver, há três grupos de crentes debatendo:

1. Os que não ouvem qualquer tipo de música secular e atribuem qualquer manifestação musical nao-evangélica ao demônio;

2. Os que ouvem todo tipo de música secular, mesmo aquelas letras que são ofensivas à fé crista.

3. Por último, aqueles que são seletivos quanto ao que ouvem, e que não vêem a música secular como arte profana, fazendo separação entre boa música e música ruim.

Particularmente, fico com a terceira opção. Ouço boa música brasileira, curto alguns sucessos internacionais, admiro os ritmos regionais e amo o folclore e a cultura popular. Também ouço boa música composta por cristãos, e reconheço que há muita gente inspirada também no âmbito evangélico. Detesto aquilo que desonra a Deus, mas enxergo a mão de Deus nas linhas dos poetas seculares, porquanto entendo que Deus deu ao homem uma medida de "graça comum", mediante a qual a criatura - embora caída - é capaz de dedicar-se à belas artes e inspirar bons sentimentos.

Em suma, nem tudo que é secular, é profano. Do mesmo modo, nem tudo que tem o selo "gospel", é santo.

Lembremos que a matemática é uma ciência secular, mas isso não põe em dúvida as verdades aritméticas.

Para ilustrar a questão, desejo postar duas músicas da banda Legião Urbana, muito criticada no tópico do Renato por ser uma banda de letras ofensivas à fé. Não nego que haja letras da Legião que afrontem o cristianismo, mas nem por isso deixo de reconhecer as boas e inspirativas letras destes compositores seculares.

Assista e tire suas próprias conclusões:



sexta-feira, 26 de março de 2010

Sexo virtual: entre e desfrute!

Por Márcio de Souza



É impressionante o número de cristãos sinceros que são atingidos pela febre digital de consumo de sexo. Já perdi a conta de quantos relatos ouvi e de quantas pessoas tiveram sua vida sexual destruída por conta disso. Tudo começa como uma diversão, olha um site aqui, vê um filme ali, até que se entra em salas de bate papo e se começa a assumir uma outra identidade, a de prostituto(a) virtual.

As pessoas começam a liberar seus instintos mais primitivos e colocar para fora suas fantasias mais bizarras. Quando você para pra olhar ao redor, não sobrou mais nada, virou vício, e o camarada está trocando uma boa noite de amor com sua mulher por um momento de masturbação em frente ao monitor.

Deus pode e quer mudar esse quadro na sua vida, Ele tem poder para isso. Mas é necessário entrega total dos pontos, colocar as cartas na mesa e assumir o fundo do poço. Só assim, arrependendo-se dia a dia das práticas sexuais virtuais é que alcançaremos a libertação total. Se por um acaso, você recair, saiba que você tem um advogado no céu junto ao pai, Jesus Cristo, o justo! Não desista, ore apesar da vergonha, não aceite a culpa que o diabo quer impor a você, apenas prossiga, Deus tem a cura para esse vício!

E no mais, tudo na mais santa paz!


***
Postou Márcio de Souza, no Púlpito Cristão

quinta-feira, 25 de março de 2010

Marcha para Jesus 2010 - 1ª chamada


Por Vera Siqueira


Já estamos em contagem regressiva (literalmente, vide www.igospel.com.br) para mais uma edição da Marcha para Jesus em São Paulo. Será no dia 3 de junho de 2010, quinta-feira, feriado católico de Corpus Christi (será uma alfinetada gospel, uma vez que o "feriado" da Marcha para Jesus foi sancionado pelo presidente Lula para ocorrer 60 dias depois da Páscoa, ou seja, nesse ano no sábado 5 de junho?).


A Marcha para Jesus foi patenteada pelos líderes da Igreja Renascer em Cristo, e reúne líderes de outras denominações, com total predominância, nos trios elétricos, de bispos e pastores da própria denominação. Tem o objetivo oficial de evangelizar a cidade e profetizar bênçãos sobre ela, porém fica implícito o desejo de mostrar poder e soberania denominacional, fortalecer teologias espúrias como a da prosperidade (assumida pela maioria das denominações que participam do evento, que muitas vezes tosquiam suas ovelhas vergonhosamente em busca de mais poder terreno), além de servir de palanque para os candidatos a políticos gospel. Esse ano, aliás, é ano de eleições no Brasil.


Na última edição da Marcha para Gezuiz (escrevo assim por entender que Jesus não compactua com ambição humana, com teologia da prosperidade, com heresias sutilmente adentradas na Igreja, e que é um outro, o tal de Gezuiz, que realmente é glorificado nessa marcha), um grupo de apenas 8 pessoas fez um protesto silencioso, apenas estendendo faixas onde se dizia: "Voltemos ao Evangelho puro e simples. O $how tem que parar", e estendendo versículos bíblicos em suas camisetas. Isso deveria passar totalmente despercebido, afinal, em tese, estávamos em meio a cristãos que marchavam por Cristo, ou seja, pela divulgação de Suas boas-novas, do Seu Evangelho, e versículos bíblicos como o estampado (1 Tm 6:3-10) deveriam ser vistos como um exemplo a ser seguido. Porém, essa simples manifestação cristã foi alvo de repúdio e até atos brandos de violência por boa parte da multidão, instigada pelos líderes "gospel", o que prova que a tal marcha, de Jesus, não tem quase nada a não ser o nome.


Como imagens falam mais do que palavras, assista ao vídeo Duas Marchas, produzido por Pablo Silva:




Ainda - e sempre! - queremos a volta da igreja brasileira ao Evangelho puro e simples de Jesus, a quem dizemos seguir. A Igreja verdadeira, infelizmente, está muito distante do que vemos por aí, e a volta de Cristo está próxima, Sua noiva precisa se ataviar. Por isso, em 3 de Junho de 2010 estaremos novamente lá, mesmo que apenas 8 (o Paulo, o Diogo, o Vitor Cid, o Laudinei, o Pablo, o Júlio, a Mayara e eu - meu parto está previsto para 11 de junho, mas espero em Deus que o baby não se apresse), empunhando novamente faixas que proclamem simplesmente o Evangelho e a verdadeira conversão dos corações a Cristo, distanciando-nos de Mamom, Gezuiz e cia. Não queremos brigas, lutas, novamente não retribuiremos a possíveis manifestações contrárias, pois queremos apenas espelhar a Cristo e, assim, talvez tirar outros corações do engano religioso no qual se encontram. Quem é de Jesus não se escandaliza com Suas Palavras, mas quem é de Gezuiz as rechaça firmemente, pois essas vão contra seu propósito de juntar tesouros na terra e não no céu.


Porém, poderemos ser mais do que 8 no dia 03 de junho de 2010.


Quem mais se habilita a caminhar nessa Marcha?

Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
Via: [ Púlpito Cristão ]

quarta-feira, 24 de março de 2010

Parecer com serpentes e dragões virou moda

"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com sua astúcia assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo". 2 Co 11 v. 3

Já deixo claro que eu não estou incentivando ninguém a odiar serpentes, não estou instigando ninguém a sair matando este animal que também foi feito por Deus e tem sua importância na natureza, mas o meu propósito é levar você para uma reflexão sobre o que leva um jovem a ter esta atitude.

Eu quero apenas expor a situação praticada por alguns jovens que têm o prazer de cortar a sua língua ao meio para parecer com serpentes.

O que leva um jovem mutilar a sua língua apenas para ter esta aparência?

Quais são os valores que constroem a vida destes jovens?

Para alguns ser cristão é loucura, é idiotice, é jogar sua juventude pela janela, mas cortar a língua ao meio para ser um homem cobra não!

Adorar o criador é loucura, mas parecer à criatura é lindo!

Dizer que é cristão é motivo de gozação, mas cortar a língua, colocar alargadores nas orelhas, modificar o corpo e ficar pendurado por ganchos é radical!

Ficar parado em um bar tomando todas e sair bêbado com o carro a ponto de matar os outros ou perder a sua própria vida em um acidente, é mostrar que é “livre”!


Ser parecido com Jesus é algo ultrapassado, mas querer ser como o diabo é algo interessante! Os demônios são super heróis da garotada.

A inversão de valores está em alta, o relativismo é o dogma de muitos que se sentem “livres”, mas na verdade estão presos pela suposta liberdade.

Valores bíblicos são deixados de lado até por aqueles que estão dentro de uma igreja, o que vale é a moda e santificar qualquer atitude é radical e é gospel!

Homens cobras

Esta atitude está preocupando a sociedade, já existem mais de 2.000 pessoas com a tal língua de serpente.

Alguns Estados americanos estão querendo proibir a operação devido a tantos problemas como hemorragias difíceis de serem controladas e até mesmo infecções que podem afetar a garganta, sem contar que algumas pessoas que podem ter problemas na fala e até em sua vida social, profissional e sentimental.

Seria preconceito não querer ter um “jovem serpente” como o seu funcionário?

Não, da mesma forma que estas pessoas escolhem e tem o direito de fazer o que quiser com a sua língua, o proprietário de uma empresa tem o direito de escolher o modelo padrão que representa a sua empresa.

Não são todos que estão dispostos a ter na empresa uma pessoa que coloca as suas vontades como prioridade não importando a conseqüência deste ato. Ser livre é assumir a responsabilidade dos seus atos, mas alguns não querem assumir as suas escolhas.

Esta atitude de não querer ter um "Homem Víbora" não é um ato preconceituoso. Será que eu devo reprimir a minha opção de escolha para contratar alguém que eu não quero?

Se para este jovem, colocar como prioridade a sua vontade sem se preocupar com as conseqüências do que pode acontecer depois, ele não tem o que reclamar quando alguém coloca sua prioridade também.

Se ele quer ser livre, outros também querem.

O não aceitar certas atitudes não quer dizer que é preconceito, devemos analisar as questões que envolvem os nossos atos e como vai ser recebido pela sociedade.

Temos o direito de expressar as nossas opiniões e vontades da mesma forma que eles têm o direito de se mutilar.

Se fosse uma operação necessária visando resolver um problema de saúde poderíamos chamar a atitude de preconceituosa, mas esta questão é bem diferente.

Não estamos falando de uma pessoa que sofreu um acidente ou nasceu desta forma e ficou com um problema físico, mas aqueles que se mutilaram por escolha própria.

ISTO SERIA BOM PARA UM JOVEM CRISTÃO ?

Pare e pense: seria bom para um jovem cristão cortar a língua para parecer com serpentes?No meu ponto de vista, não. Como já disse, querer parecer uma serpente não é nada bom.

Isso limitaria a sua evangelização, não seria todos que levariam suas palavras a sério pelo sentido que este jovem deu a sua vida.

Os nossos atos são espelhos dos nossos valores.

Um jovem cristão tem que ter um único objetivo em sua vida, buscar a aparência de Cristo, agir como Cristo e ler sua palavra para conhecer mais de Cristo.

O problema não é aceitar estes jovens que vem de fora para dentro da igreja, pois quando eles fizeram isso, não tinham conhecimento da palavra de Deus, mas como entender um jovem que conhece a palavra do Senhor e quer fazer tal mutilação?

A desculpa é aquela de sempre, somos livres, podemos fazer qualquer coisa e Jesus não está preocupado com a aparência exterior, mas a interior.

Não esqueça que esta aparência é algo que passa como chuva passageira, a própria palavra de Deus diz que a aparência passa - "E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa". I Co 7v. 31.

E ai quando a moda passar como ficará a sua aparência?
• Será mais difícil de conseguir um seu emprego!
• Será mais difícil arrumar uma namorada que queira casar-se com uma 'víbora'!
• Será mais difícil chegar ao pastorado, se você almeja um dia ser ministro de Deus.
• Será mais difícil fazer tudo!

A aparência conta muito para a sociedade, podemos ver em alguns seguimentos do trabalho que muitos não podem ter tatuagem ou fazer estas mutilações porque não teriam o respeito da própria sociedade.


Você não precisa disto para ser radical – viver a palavra de Deus já é algo radical!

Dizer não ao álcool, as drogas, as baladas, não ao processo de adestramento social que incute em sua mente que é necessário ter tatuagens ou piercing já é ser radical.

Isso é andar na contra mão do sistema do mundo de hoje.

Podemos impactar a vida de muitos jovens com outras atitudes, mas fazer a mesma coisa que os outros jovens fazem de você “Maria vai com as outras”. Tenha liberdade e coragem de dizer:” Eu sou de Jesus, Ele é o meu salvador e ninguém pode me separar do amor de Cristo”. Isso é ser radical.

Ser radical não é beber tudo que quiser e ficar com a boca na sarjeta porque não consegue ficar em pé. Ser derrubado por um líquido é demonstrar escravidão e não liberdade. É claro que muitos já não conseguem viver livres destas drogas, mas Jesus pode libertar você deste vício maldito.

Ter Jesus na veia é mais interessante do que ser radical apenas no visual.

Não queira ser como uma serpente, mas como Cristo.

Autor: Pr. Alexandre Farias
Fonte: [ Blog do autor ]

segunda-feira, 22 de março de 2010

Santo Daime: Que religião é essa?

Por Natanael Rinaldi


São bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1.22: "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos", quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso SANTO DAIME. Dizemos isso porque, nesse grupo religioso, aparentemente desconhecido, existem celebridades da TV que já se pronunciaram publicamente como membros dele. E não é só isso. Até o famoso pastor Neemias Marien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido.

Conta ele: "Concentrado no culto, cantei, com o mais vivo entusiasmo, todas as canções de louvor, mas sempre muito atento às mínimas ocorrências envolvendo os circunstantes. Vi nocauteada a resistência de muitos que se entregavam relaxados nos colchonetes e poltronas espalhados pela sala. Vi outros se transfigurarem, em êxtase, os olhos vítreos esbugalhados. Um jovem tomou-me a mão, como um náufrago perdido no mar e, literalmente, urrava como leão. Muitos vomitavam, enquanto outros corriam ao banheiro. Um outro virou uma estátua vibrante, o tempo todo em obediência a seus chakras, segundo disse. Então, após o segundo cálice, comecei a sentir as mãos frouxas e uma ligeira cãibra nas pernas, dando-me a impressão de desmaio, embora em momento algum me sentisse tenso. Procurei cantar com mais entusiasmo, mas logo percebi ser melhor procurar o sofá, no qual o meu corpo caiu pesado. Foi nesse instante que, relaxado, rendi-me ao DAIME, sem alucinações, mas com a consciência da purificação espiritual centrada em Jesus."(...) "Creio que, também, pelo Santo Daime, pode-se contemplar a luz divina e alcançar a purificação do espírito e a cura interior."(JESUS, A Luz da Nova Era, pp.120/21).

Pode haver maior apostasia do que essa, de se ler um pastor afirmar que "contemplou a luz divina" e alcançou a "purificação do espírito e cura interior" depois que tomou o chá ??? A luz divina, como sabemos pela Bíblia, é Jesus Cristo: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo" (Jo 1.9). Purificação do espírito se faz pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá - "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1.29). E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite de Jesus, em Mt 11.28,29: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."


O NOME

DAIME - dizem - vem do verbo dar, no imperativo. "'Daime' paz, 'Daime' saúde, 'Daime' felicidade!" - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas. A principal característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também como "Povo de Juramidam", expressão composta de Jura (pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam representa a segunda volta de Jesus à terra, sendo assim o povo de Juramidam o povo de Jesus Cristo. Impossível para um leitor da Bíblia ler sobre um tipo de culto envolvido com práticas mediúnicas, idolatria e feitiçaria, admitir que seja "povo de Jesus". O próprio Jesus declara ser a luz do mundo e que aquele que o segue não andará em trevas (Jo 8.12). Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de Cristo que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, feitiçaria e idolatria.


O FUNDADOR

O fundador, Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex. Na floresta amazônica Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que lhe provocava "visões". Numa dessas "visões" apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. Ela falou-lhe: "Quem é que tu acha que eu sou? Ele olhou e disse: Para mim a senhora é uma Deusa Universal. Tu tem coragem de me chamar de Satanás, isso ou aquilo outro? Não, a senhora é uma Deusa Universal. Tu achas que o que tu está vendo agora, alguém já viu? O mestre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto, tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então disse: O que você está vendo agora ninguém jamais viu, só tu. E eu vou te entregar esse mundo para tu governar. Agora tu vai se preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vai ter uma preparação para ver se você tem merecer verdadeiramente: você vai passar oito dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida, com água e mais nada."

Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos. Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


EFEITOS DO CHÁ

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida como ayahuasca ou, abreviadamente, OASCA. É ingerida para proporcionar vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há tempo de ir ao banheiro comum.


UM CULTO ABSURDO


É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: "Há quem vomite e quem seja cometido de desarranjos intestinais, ou as duas coisas juntas. E com que objetivo? Ocorrendo a ânsia de vômitos e a diarréia depois que se toma o chá é que a pessoa está passando por uma espécie de 'limpeza espiritual'. Ou seja, de alguma maneira está se livrando de tudo aquilo que a impede de estar em comunhão com Deus" É esse um culto racional? Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12.2).


***
Artigo de Natanael Rinaldi, na revista Defesa da Fé.

Para ler o artigo completo e conhecer a refutaçao bíblica da heresia do Santo Daime, acesse o site Apologia do Cristianismo

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como a doutrina da providência pode te ajudar a Morrer bem, servir corajosamente, e cuidar de sua esposa

Esta é uma parte da carta que Guido de Bres, o autor da Confissão Belga, escreveu a sua esposa enquanto estava preso no Black Hole de Brunain por sua fé protestante.

Minha querida e mui amada esposa em nosso Senhor Jesus, seu sofrimento e angústia são a causa de escrever esta carta. Eu peço encarecidamente para que não se entristeça além da conta... Nós sabíamos, quando nos casamos, que poderíamos não ter muitos anos juntos, e o Senhor nos deu graciosamente sete. Se o Senhor tivesse desejado que vivêssemos juntos por mais tempo, ele poderia facilmente fazê-lo assim. Mas tal não era o seu prazer. Deixe a Sua boa vontade ser feita... Além disso, considere que eu não caí nas mãos dos meus inimigos por acaso, mas pela providência de Deus... Todas essas considerações fizeram meu coração alegre e pacífico, e peço-vos, minha querida e fiel companheira, para que se alegre comigo, e agradeça ao bom Deus pelo que está acontecendo, pois ele não faz nada que não seja totalmente bom e correto... Imploro-te, então, que sejas confortada no Senhor, dedicando a si mesma e os seus afazeres a Ele. Ele é o esposo da viúva e o pai do órfão, e Ele nunca te deixará e nem te desamparará.


Em 31 de maio de 1567, Guido de Bres, 47 anos, foi enforcado publicamente na Praça do Mercado de Valenciennes. Ele foi empurrado para fora do cadafalso enquanto exortava a multidão a ser fiel às Escrituras e respeitosa aos magistrados. Seu corpo foi enterrado em uma cova rasa de onde foi posteriormente desenterrado e dilacerado por animais selvagens.

Agradeço a Deus pelo exemplo de coragem e firmeza de Bres. Aqui está outro"homens dos quais o mundo não era digno" (Hebreus 11:38). Sou grato também pela Confissão Belga. E sempre que leio esta comovente e inspiradora carta, sou grato por ele ter escrito a sua esposa da prisão.

Autor: Kevin DeYoung
The Gospel Coalition
Via: [ Reforma e Razão ]
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terça-feira, 16 de março de 2010

Dia da Evangelização Internética

O Dia da Evangelização Internética é um dia especial para aquelas igrejas que querem explorar em conjunto com seus membros as fascinantes oportunidades para compartilhar as Boas Novas na rede. Materiais preparados e disponíveis gratuitamente para download e ser rapidamente utilizadas na montagem de apresentações de 5 a 50 minutos de duração. Os materiais disponíveis incluem apresentações seriadas, videoclipes, roteiros de peças e canções, etc.

Muitas igrejas estarão comemorando este evento neste ano de 2010 pela sexta vez desde que o mesmo foi lançado em 2005. Desde então a mídia digital se desenvolveu de maneira impactante com o advento do YouTube, Facebook e Twitter e com o uso crescente de dispositivos de telefonia móvel que acessam os serviços online.

O website do Dia da Evangelização Internética centraliza informações que cobrem vários assuntos incluindo-se aí: como construir um website para sua igreja que seja amigável para 'os de fora', como fazer uso do Twitter para evangelizar e idéias para blogar de maneira eficaz. O mais supreendente é que você não precisa ser um nerd para compartilhar sua fé no mundo online. O site ainda ainda oferece a você a oportunidade para se voluntariar e servir como mentor para quem tiver dúvidas em variados ministérios disponíveis online.

O Dia da Evangelização Internética é uma iniciativa da Coalizão Internética de Evangelismo, sediada no Billy Graham Center, na cidade de Wheaton, Illinois, nos EUA. É uma iniciativa apoiada por um grande número de líderes e grupos cristãos. O bem conhecido autor John Stot declarou - "eu fico muito contente em recomendar o Dia da Evangelização Internética". É uma excelente oportunidade para que igrejas passem a explorar ou explorem de forma melhor as oportunidades trazidas com a internet.

A data mundial para o evento é o dia 25 de abril. Mais informações você pode obter aqui.

Fonte: [PavaBlog]

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Igreja precisa de teologia?

Por: João Alves dos Santos


Introdução e Conceitos

É comum ouvirmos que “a teologia mata a religião” ou que “a Igreja não precisa de teologia e, sim, de vida”. Serão verdadeiras essas afirmações? Admitimos que há muita coisa por aí levando o nome de “teologia” que não passa de especulação humana, por não se basear em pressupostos de uma hermenêutica bíblica. E até a “boa teologia”, quando se torna um fim em si mesma, pode não ter qualquer uso prático e reduzir-se a mero academicismo. Não é disto que falamos aqui. Perguntamos se a verdadeira Teologia é necessária à Igreja.
E o que é verdadeira Teologia? Como o próprio nome indica, Teologia é o estudo de Deus, ou, definindo mais formalmente, “é a ciência que trata de Deus em Si mesmo e em relação com a Sua obra” (B.B. Warfield). Perguntamos, por conseguinte, se a Igreja pode prescindir do conhecimento de Deus e da Sua obra e ainda ser Igreja de Deus. É quase certo que aqueles que negam a necessidade da Teologia na vida da Igreja não diriam, conscientemente, que alguém pode ser cristão sem conhecer a Deus. O que lhes falta é um bom conhecimento do que é Teologia e de suas implicações.
Como podemos conhecer a Deus sem estudar a revelação que Ele faz de Si mesmo? Como saber quem Ele é e o que Ele tem feito e faz, quem somos nós em relação a Ele, o que Ele requer de nós,etc., se não investigarmos o que Ele deixou revelado para nosso conhecimento? Pois esse é o trabalho da Teologia. Esse trabalho parte de três pressupostos: O primeiro é o de que Deus existe; o segundo, de que Ele pode ser conhecido, embora não de modo exaustivo e completo; e o terceiro, de que Ele tem Se revelado tanto por meio de Suas obras (criação e providência - Revelação Geral - Sl19:1,2; At 14:17), como, principalmente, nas Santas Escrituras (Revelação Especial - Hb1:1,2; 1 Pd 1:20,21). É porque Deus Se revelou que podemos conhece-Lo. Nosso conhecimento de Deus não é intuitivo, nem natural, mas comunicado por Ele mesmo através dos meios que soberanamente escolheu. “Fazer teologia”, portanto, não é inventar teorias a respeito de Deus e de Suas obras, nem mesmo “descobrir” a Deus, mas conhecer e compreender a revelação que Ele próprio deu de Si. Por isso, qualquer estudo de Deus que não tiver a Sua revelação como base, meio e princípio regulador não é “teologia”, devidamente entendida.
A palavra “teologia” não ocorre na Bíblia e o termo que lhe é equivalente, no N.T., é “doutrina” ( “didache” ou “didaskalia”, no grego), que vem de uma raiz que significa “ensinar” e pode se referir tanto ao ato de ensinar, propriamente, como ao conteúdo do que é ensinado (Rm 6:17;1Tm 6:3-4; 2Tim 4:3-4; Tito 1:2,9, etc.). Podemos dizer, de modo mais completo agora, que Teologia é o conjunto de verdades extraídas dos ensinos bíblicos a respeito de Deus e de Sua obra, e que são apresentadas de modo sistemático, na forma de um corpo de doutrinas. A essa forma ordenada de doutrinas, dá-se inclusive, o nome de “Teologia Sistemática”. O adjetivo aqui, não altera o conceito de “teologia”.
Assim entendidas, fica evidente que não há diferença entre Teologia e Doutrina. Mas voltemos ao nosso tema. Duas são as razões geralmente apresentadas para se dizer que a Igreja não precisa de Teologia. Elas se baseiam em duas falsas antíteses:

1. A primeira é a suposição de que o Cristianismo se baseia em fatos e não em doutrinas.

Concordamos que nossa salvação não repousa sobre um conjunto de teorias ou idéias, mesmo que extraídas corretamente da Bíblia, a que damos o nome de “doutrina”, mas sobre os atos poderosos e eficazes do nosso soberano Deus. Não somos salvos através de uma correta teoria a respeito da pessoa de Cristo, mas pela própria pessoa de Cristo; nem através de um exato entendimento da doutrina da Expiação, mas pelo próprio ato expiatório. É possível alguém ser “bom teólogo”, nesse sentido, e ainda não experimentar as graças ensinadas nas doutrinas que expõe. A doutrina realmente não salva. A obra de Cristo, devidamente aplicada pelo Espírito no coração do crente, é que assegura essa graça. Seu nascimento sobrenatural, Sua vida de perfeita obediência à Lei, Sua morte substitutiva, Sua ressurreição, Sua ascensão e assentamento à direita do Pai, Sua segunda vinda, são os grandes fatos que tornam garantida a salvação dos eleitos.
Mas como sabemos que esses são os fatos? Que sentido teriam esses acontecimentos se não tivessem sido interpretados? É a doutrina que lhes dá sentido. Como viemos a saber que aquele menino que nasceu em Belém é o Filho de Deus? Por que descansamos na eficácia da Sua morte para a expiação dos nossos pecados? Por que sabemos que a Sua ressurreição, há dois mil anos atrás, garante a nossa justificação? É porque esses fatos são todos explicados e interpretados pela doutrina. Esta não só informa o fato como também dá o seu significado. A doutrina não salva, mas pode tornar o homem sábio para a salvação (2Tm 3:15). Doutrina sem fato é mito, mas fato sem doutrina é mera história.
O Cristianismo, portanto, consiste em “fatos que são doutrinas e doutrinas que são fatos”, na expressão de B.B. Warfield. Ele diz: “A Encarnação é uma doutrina: nenhum olho viu o Filho de Deus descer dos céus e entrar no ventre da virgem; mas se isso não for um fato histórico também, nossa fé é vã e permanecemos ainda em nossos pecados”( Selected Shorter Writings, vol 2, p. 234). Fato e doutrina se complementam no Cristianismo. Quando João diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14), não está apenas apresentando um fato; está explicando-o também. Quando Paulo afirma que Jesus “foi entregue por causa das nossas transgressões,e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4:25), de igual modo está dando uma interpretação aos fatos da morte e ressurreição de Cristo. Isto é o que se vê em toda a Escritura, especialmente nas epístolas.
Até mesmo os fatos manifestos na natureza (Revelação Geral) não seriam devidamente compreendidos se não fossem explicados pela Bíblia (Revelação Especial). Podemos hoje entender que “os céus manifestam a glória de Deus” (Sl 19:1) porque o Criador nos tem revelado isso na Sua Palavra. Sem essa explicação, sua mensagem (a dos céus) passaria despercebida e eles poderiam até ocupar o lugar do Criador, gerando a idolatria (devido ao pecado), como lemos em Rm 1:18-32. Não é o acontece quando as pessoas dizem que “a natureza é sábia”, ou quando a chamam de “mãe natureza”?. Sem a revelação do Criador, a criatura toma o seu lugar. Daí dizer-se que para se conhecer a Deus é preciso que Ele fale, e não somente que Ele aja.
Concluímos, portanto, que os fatos só têm sentido quando acompanhados da doutrina. Nem é pertinente perguntar qual dos dois é mais importante. Seria o mesmo que indagar qual das duas pernas é mais importante para o nosso caminhar. O ensino da doutrina é uma das ênfases da Bíblia (1Tm 3:2; 2Tm 2:2; Tito 1:9; Ef 4:11), pois sem ela não existe verdadeiro Cristianismo.

2. A segunda é a suposição de que o Cristianismo consiste em vida, não em doutrina.

Por trás dessa afirmação podem estar raízes do conceito filosófico que exalta o misticismo, as emoções, o sentimento religioso do homem, e que procura eliminar da religião todo apelo ao intelecto, à razão. “Religião é vida e a vida é dinâmica, fluente; a doutrina é estática, fria, e, portanto, não pode ser compatível com o caráter do Cristianismo”, dizem. Aqueles que assim pensam até admitem um certo tipo de doutrina, desde que mutável, adaptada sempre à dinâmica da vida e conformada às “necessidades” da época e do lugar onde a vida do Cristianismo se manifesta. Até chamam a isso de “teologia contemporanizada” ou “contextualizada”. Segundo esse ponto de vista, não é a doutrina que deve dirigir a vida, mas esta àquela. “A letra mata, mas o espírito vivifica”, argumentam. A prática (práxis) é colocada acima da doutrina não só em importância, mas também no tempo: a doutrina passa a ser um produto da vida cristã, não a sua norma. Há até quem interprete assim a célebre divisa: “Igreja reformada sempre se reformando”.
Mas será essa a visão bíblica do Cristianismo? Podemos dizer, com base na palavra de Deus, que o Cristianismo é vida e não doutrina, ou, primeiramente vida, depois doutrina? Existe tal antítese? Se essa posição for verdadeira, então não haverá verdade absoluta, nem princípio fixo, nem revelação objetiva. Tudo cairá no campo dos valores relativos e passará a depender do subjetivismo, da “piedade”, das emoções. Não admira que haja tanta “fluidez” e instabilidade entre os que assim pensam, e que sejam facilmente levados “por todo vento de doutrina”. Para estes, a doutrina é o que menos interessa.
Concordamos também que Cristianismo é vida, e graças a Deus por isso! Onde a vida não se manifesta, nos moldes escriturísticos, falta a alma da verdadeira religião. Mas devemos ou podemos prescindir da doutrina para que essa vida se manifeste? Antes de tudo, é a verdade de Deus relativa? Depende o seu valor do lugar e da época em que se encontram os homens? Sabemos que esta é a posição atual dos que se denominam pluralistas e esse é o pressuposto básico desta posição. Será que aquilo que foi deixado por Paulo e pelos outros apóstolos como doutrina para os seus dias deveria ser mudado nos dias de Agostinho, depois nos dias de Lutero e Calvino, depois nos dias de Warfield e dos Hodge e, assim, sucessivamente, até os nossos dias, para dar lugar às manifestações de vida? Não creio que a Bíblia justifique essa posição nem que esses teólogos a tenham entendido assim. O princípio de que “a Igreja reformada deve estar sempre se reformando” visa manter sempre a mesma posição em relação à verdade, não alterá-la, para que seja aplicável em todas as épocas. É para que continue sempre sacudindo de si toda tradição e acréscimo humano que não estejam de acordo com os valores fixos e absolutos da palavra de Deus. Reformar é voltar às origens, ao que foi intencionado no princípio por Deus. E não há outra forma de se fazer isto a não ser pela doutrina.
Foi a doutrina bíblica, tão bem exposta pelos reformadores e tão negligenciada pela Igreja, que a trouxe de volta às origens e lhe recuperou a vida, no século XVI. Foi a falta da verdadeira doutrina que enfraqueceu a Igreja e a lançou num tradicionalismo vazio e pagão. É a correta aplicação da doutrina que produz a verdadeira vida cristã. Não basta apenas um sentimento religioso para fazer de um homem um cristão. É preciso que sua vida seja moldada na doutrina de Cristo. É a doutrina que dá característica à vida.
Sem dúvida, não estamos afirmando que apenas a doutrina, independente da obra santificadora do Espírito, produz vida. A doutrina é, isto sim, o meio que o Espírito soberanamente usa para nos fazer conhecer a vontade de Deus e nos levar a praticá-la. É através dela que ficamos sabendo que a vontade de Deus é a nossa santificação e que, sem esta, ninguém verá o Senhor (1 Ts 4:3; Hb 12:14). É ela que nos aponta os meios de graça deixados pelo próprio Senhor, que é quem nos santifica (Lv 20:7-8; Ef 5:26). Nas epístolas paulinas, a íntima relação entre doutrina e prática é evidenciada pelo seu método de apresentar primeiro a argumentação teológica (doutrinária) para depois tirar as implicações práticas dela decorrentes (Ex. Rm 1-11: doutrina; 12-16: prática). Isso se torna ainda mais claro na oração sacerdotal de Cristo, em que Ele associa a prática da santificação com a doutrina da Palavra: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 15 :17) e em João 7:17, onde o fazer a vontade de Deus está ligado ao conhecer a doutrina: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”.
O conhecimento de Deus começa pela porta do intelecto, da razão, para depois pervadir todas as áreas do ser e se transformar em manifestações de vida que O agradem e glorifiquem. Por isso, o ensino da doutrina é indispensável na Igreja, tanto através do púlpito como pelos estudos semanais, pela Escola Dominical e por qualquer outro meio disponível. Nossa demonstração de vida pode impressionar as pessoas e despertar nelas certa admiração, mas é pela pregação da Palavra que vem a fé que transforma (Rm 10:7) A espada do Espírito é a Palavra (Ef 6:17).

Conclusão

Concluímos, portanto, que a Igreja precisa da Teologia, porque precisa da doutrina nela contida para dar sentido e expressão aos fatos do Cristianismo e para prover os meios de manifestação da verdadeira vida cristã.
Fonte: [ http://www.ipcb.org.br/]
Via: [ Eleitos de Deus ]

sexta-feira, 12 de março de 2010

A “igreja” que matou Jesus

A igreja que matou Jesus preferiu conviver com um marginal e assassino do que com Jesus.

A igreja que matou Jesus também matou os profetas.

A igreja que matou Jesus era religiosa.

A igreja que matou Jesus convivia com Ele, mas não o conhecia.

A igreja que matou Jesus era hipócrita.

A igreja que matou Jesus fazia do templo e da Palavra, comércio.

A igreja que matou Jesus envolveu-se com a política da época.

Na igreja que matou Jesus havia podres e sujeiras.

Na igreja que matou Jesus a última palavra era dos poderosos, os santos sumo sacerdotes.

Na igreja que matou Jesus a comunhão era fingida. O amor, discursivo.

Os religiosos da igreja que matou Jesus diziam-se santos, vestiam-se adequadamente, davam o dízimo, mas estavam prontos a apedrejar a pecadora.

A igreja que matou Jesus foi a igreja dos cidadãos da alta sociedade judaica, mas se assegurou de manter os marginalizados à margem.

A igreja que matou Jesus não frutificava.

Na igreja que matou Jesus havia muita reverência – aos homens – , mas poucos homens-referência.

Na igreja que matou Jesus vivia-se uma verdade inventada, dogmática.

Na igreja que matou Jesus a misericórdia tinha preço “$”.

A igreja que matou Jesus cumpria a Lei, mas desconhecia a Graça.

A igreja que matou Jesus ignorava Sua voz, mas orava em voz alta.

A igreja que matou Jesus tinha tanta convicção em suas verdades que o mataram.

A igreja que matou Jesus nem chegou a ser chamada de Igreja, mas ainda existe.
Você a conhece?


Autora: Jéssica Mara
Fonte: [ Cristão Crítico ]
Via: [ Emeurgência ]
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Avatar Ganha Oscar e Mentes para o Esoterismo

“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (O apóstolo Paulo – Romanos 1.25).

O filme "Avatar" (Estados Unidos, 2009) quase confirmou sua fama de arrasa-quarteirão. Após abocanhar o troféu de melhor filme temático e melhor direção no Globo de Ouro, não conseguiu levar o Oscar de melhor filme e nem de melhor direção para James Cameron. "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor. Porém, como consolo, "Avatar" ganhou três estatuetas, todas de categorias técnicas. Assisti-o com minha esposa e o premiaria também com a estatueta de "Oscar de melhor filme esotérico de 2009"'.

“Avatar” destaca-se do ponto de vista tecnológico e esotérico.

O enredo
Um bom roteirista pode criar um filme para passar a mensagem que desejar, de forma explícita ou sutil. Qualquer narrativa pode enaltecer o bem ou o mal, fazer-nos beber água limpa ou podre e nos emocionar ao ponto de rirmos ou chorarmos.

“Avatar” é uma ficção científica inundada com água dos esgotos espirituais.

Em um planeta chamado Pandora, a anos-luz da Terra, existe uma substância chamada unobtainium que é de grande valor para os humanos que viajaram até lá para conquistá-la. No entanto, os nativos de Pandora, chamados de Na’vis,* são um obstáculo nessa conquista, pois um grupo deles está assentado em uma área exatamente sobre a maior reserva de unobtainium do planeta.

O malvado coronel Miles Quaritch (interpretado por Stephen Lang) deseja usar a força e eliminar logo os Na’vis. Já a boa cientista, doutora Grace Augustine (interpretada por Sigourney Weaver), acredita na diplomacia e que os humanos e Na’vis venham a ser amigos.

Os humanos criam, então, avatares Na’vis que se infiltram entre os nativos com o objetivo de convencê-los a saírem daquele local. Esses avatares são basicamente humanos em corpos de Na’vis.

O principal avatar é Jake Sully (interpretado por Sam Worthington), que tem sucesso em se infiltrar, mas acaba sendo seduzido pela maneira de viver dos Na’vis, apaixona-se por uma Na’vi, vira a casaca e passa a lutar com os nativos contra os abomináveis humanos. Isso me fez lembrar um pouco da trama do “O Último Samurai”.

Os Na’vis amam a natureza, adoram a deusa Eywa (que é uma força espiritual que mantém o equilíbrio da natureza) e são conectados a ela através de uma espécie de sonda que sai da parte posterior de suas cabeças, como se fossem longas tranças dos seus cabelos.

A inevitável batalha final é ganha pelos Na’vis e, graças à deusa Eywa, Jake Sully tem um novo nascimento e passa a ser não mais um avatar-na’vi, mas um Na’vi de verdade.

A narrativa do filme foi de certa forma pobre em conteúdo para quase três horas de duração. O que salta aos olhos é o espetáculo de tecnologia e esoterismo.

A tecnologia de Avatar
O diretor James Cameron superou todas as expectativas, ao esperar mais de dez anos para produzir “Avatar”. Pois, quando idealizou essa película, ainda não existia tecnologia suficiente para produzi-la.

Cerca de 70% do filme foi gerado em computador, mas não parece. Criado especificamente para ser assistido em 3D, “Avatar” vem à tona com cores vivas e as imagens do planeta Pandora parecem ser bastante reais. Muitas das cenas onde os humanos interagem com as criaturas de Pandora foram gravadas em frente a uma tela verde, mas com tamanha precisão que confesso, com algumas exceções, não consegui distinguir visualmente o real do irreal.

A propósito, realidade neste filme é outra coisa. Se o leitor está procurando o mundo real, é melhor ler a Bíblia.

A doutrinação do filme Avatar
Se a película “Avatar” foi pobre em diálogos, o mesmo não pode ser dito sobre sua visão de mundo esotérica.

Neste artigo quero salientar apenas dois aspectos. Uma análise mais abrangente será feita no livro “Ah! Deliciosos Filmes Anticristãos – Volume 4”.

1) A popularização da palavra “avatar”
Para qualquer cristão que estuda esoterismo, sempre que se depara com a palavra “avatar”, uma luz vermelha se acende na mente.

A Bíblia nada fala sobre “avatar”, porém citações sobre avatares (ou avataras) aparecem na Bhagavad-Gita, que é o mais popular livro do hinduísmo. A Bhagavad-Gita esclarece: “Há várias espécies de avataras [...] mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avataras”.

Originalmente, a palavra “avatar” vem do indiano antigo, chamado sânscrito, e no hinduísmo significa “o Deus que desceu do Céu para a Terra”: seria a “aparição” ou “manifestação” ou “encarnação” de um deus na Terra. Por exemplo, o deus hinduísta Vishnu diz ter inúmeros avatares.

A propósito, a cor azul clara dos Na’vis me lembrou de Krishna.

Um outro significado para a palavra “avatar” tornou-se popular com o advento de jogos na internet. Cada participante cria o seu próprio “avatar”, dotando-o das características que achar necessário. São corpos virtuais criados pelos jogadores. Além disso, a companhia Nintendo tem uma linha de videogames intitulada “Avatar”. O “Avatar” do diretor James Cameron cai nesta definição de uma criatura produzida para ser manuseada com fins específicos, como nos jogos dos internautas.

Os avatares de Cameron são entidades biológicas idênticas aos Na’vis, mas com algum DNA humano.

2) A popularização do monismo e do panteísmo
Numa cena de “Avatar” ficamos sabendo que o planeta Terra já foi tão verde quanto o planeta Pandora, mas que os humanos tinham devastado tudo.

A mensagem do filme resume-se à luta do povo bom e espiritual da floresta (os Na’vis) contra os terríveis e abomináveis humanos. A palavra Na’vi lembra foneticamente a palavra inglesa “naive” que quer dizer “ingênuo”. “Avatar” é a luta dos supostamente ingênuos contra os humanos perversos.

Ao término, ficamos satisfeitos com a morte do Coronel Quaritch e com a destruição do seu exército. Os humanos que sobreviveram foram enviados de volta ao já moribundo planeta Terra para lá morrerem. Torcemos contra os humanos. Que maravilha!

O tema do filme é claro: “Louve a natureza e seja um com ela!”. Este longa-metragem nos ensinou que os humanos já destruíram a natureza do planeta Terra e estão destruindo o meio-ambiente de outros planetas, perdendo a oportunidade de conhecerem a visão espiritual de serem um com todas as criaturas.

Aprendemos também neste filme que todas as coisas criadas têm um espírito e que todas as coisas vivas estão interconectadas entre si e com a “mãe deusa Eywa”. Isso me trouxe à memória o desenho animado “Pocahontas”.

Uma das fortes cenas onde essa mensagem é transmitida ocorre quando todos os Na’vis estão sentados no chão, conectados a ele com suas tranças-sondas, balançam, como uma dança, recitando um cântico que mais parece um mantra à deusa Eywa.

Imagine só? A cientista Grace Augustine chegou a descobrir que todas as árvores da floresta de Pandora têm conexões eletro-químicas entre elas e que juntas formam uma grande rede elétrica igual às sinapses do nosso cérebro. É uma pseudo-ciência tentando justificar de forma racional a doutrina esotérica do “monismo-panteístico”.

Monismo (do grego mono, “um”), é uma visão de mundo que assegura que toda a realidade, tanto a material quanto a espiritual, é concebida como um todo unificado. Em última análise, não existem distinções reais entre as coisas. Popularmente falando: “Tudo é um, um é tudo”.

Panteísmo (do grego pan, “tudo”, e theos, “deus”) é uma visão de mundo que identifica todas as coisas com Deus e Deus com todas as coisas. Todas as coisas são partes de Deus e, portanto, divinas. Não existe uma pessoa ou qualquer coisa que esteja separada ou distinta de Deus. Popularmente falando: “Deus é tudo, tudo é Deus”.

Quando unimos as definições de monismo e panteísmo, teremos a principal doutrina do Movimento da Nova Era (The New Age): o monismo-panteístico. Popularmente falando: “Tudo é Um, Um é Tudo, Tudo é Deus”.

O monismo-panteístico é o dogma principal do filme “Avatar”.

Então, a “salvação” dos Na’vis é um estado de consciência iluminado onde a pessoa descobre que é um com todas as coisas (monismo). Dando esse primeiro passo, a pessoa também descobre que ela é um com Deus e que pode participar desta vida divina sem a necessidade de um mediador entre Deus e ela. Pois, todas as coisas são divinas (panteísmo) e não há razão para aceitar a obra redentora de Jesus Cristo.

Já do ponto de vista cristão, existe uma total separação entre o Deus puro e Suas criaturas impuras. O pecado separou as pessoas de Deus e o acesso do indivíduo a essa reconciliação com o Deus Pai só acontece quando ele é lavado pelo sangue redentor de Jesus Cristo (o nosso Mediador).

“O homem igual a Deus” é a velha mentira do Jardim do Éden: “sereis iguais a Deus”, com a qual a Serpente seduziu Eva. Costumo dizer que o fruto que Eva comeu foi a maior cachaça que a humanidade já tomou. No Éden, o ser humano caiu neste conto e passou a viver espiritualmente tonto, desnorteado, tateando no escuro, até os dias de hoje. “Avatar” nos oferece esse mesmo pileque.

Conclusão – um “blockbuster” esotérico
“Avatar” é um incrível blockbuster para superar todos os outros blockbusters. Vem batendo todos os recordes de arrecadação financeira e caminha a passos largos para ser o filme mais assistido de todos os tempos.

“Avatar” nos trouxe a má e caduca notícia da “divindade interior” e vem iludindo milhões de pessoas que lotam os cinemas por este mundo afora.

Sim, com certeza temos tratado muito mal o meio-ambiente e estamos pagando caro por isso. Mas, existe uma boa notícia que os humanos não contaram aos Na’vis, e esta é que tudo isso é conseqüência do nosso pecado e que Deus já pagou a nossa dívida na cruz ao enviar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós. Tudo que temos de fazer é reconhecer nossa podridão e deixar-nos lavar pelo sangue do Cordeiro de Deus.

“O homem sendo um com Deus”, que enganação! “Que perversidade a vossa! Como o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe” (Isaías 29.16).

Quem somos nós para questionarmos a Deus? “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9.20).

A frase mais repetida na noite da entrega do Oscar foi “... and the winner is...” (“... e o vencedor é...”). Gostaria de repeti-la mais uma vez nesta minha fictícia entrega do “Oscar de melhor filme esotérico de 2009”: “E o vencedor é AVATAR!”. (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

* No filme, a palavra Na’vi é usada tanto para o singular quanto para o plural. Para efeitos didáticos usarei Na’vi para o singular e Na’vis para o plural.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A falência dos seminários teológicos brasileiros.

Por Renato Vargens


Há pouco passei em frente a uma igreja evangélica deparando-me com uma faixa que dizia: "Venha estudar gratuitamente em nosso seminário teológico."

Confesso que ao ler o conteúdo da faixa fiquei intrigado de como aquela igreja de aparência simples, poderia custear um seminário teológico, até porque, como todos sabemos os custos e despesas relacionados a manutenção de um seminário não são nada baratos.

Pois é, assim como o seminário em questão, existem inúmeros seminários esparramados pelo Brasil, oferecendo aos evangélicos um curso básico de teologia. A questão é que boa parte destes seminários não possuem a menor condição de capacitar, formar e qualificar líderes ao ministério pastoral, isto sem falar é claro, de que não possuem em sua equipe pedagógica professores capazes de ensinar aos seus alunos os conceitos mais básicos da fé cristã. Em contra partida, os grandes seminários das igrejas históricas experimentam a mais profunda crise ensinando em suas classes heresias sutis e destruidoras. Se não bastasse isso, tais seminários são tendenciosos ao extremo pregando aos seus alunos as aberrações do liberalismo teológico ou defendendo com unhas e dentes uma volta litúrgica ao século XVI, cujo fundamentalismo é a principal caracteristica.

Para piorar a situação, a maioria dos seminários abandonaram a confessionalidade, ensinando conceitos dúbios e confusos aos seus também confusos alunos. Em nome de uma fé interdenominacional, negocia-se a sã doutrina, o que por consequinte, contribui em muito para a idiotização da igreja de Cristo.

Quanto aos professores, o que se percebe é que ainda que possuam formação acadêmica, suas doutrinas não possuem uma linha teológica definida. Sinceramente confesso que não entendo como liberais dão aula em seminários confessionais, ou como neopentecostais ministram em seminários reformados e calvinistas. Para agravar mais a situação boa parte destes professores ensinam um evangelho humanista, cuja ênfase principal é a psicanálise e auto-ajuda.

Caro leitor, um dos mais graves problemas da igreja evangélica brasileira é o ensino teológico. Acredito que mais do que nunca, necessitamos rever nossos conceitos, até porque, se continuarmos deste jeito colheremos frutos nada agradáveis.

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

quarta-feira, 3 de março de 2010

O que é o Movimento Nova Era

Nova Era ou New Age é um movimento mundial que tem por objetivo maior levar a população mundial à rebelião contra Deus e contra a Sua Palavra. O movimento teve início em 1875 com a Sociedade Teosófica, fundada pela russa Helena Petrovna Blavatsky, em Nova York. Sua meta é estabelecer uma Nova Ordem Mundial, um Novo Governo Mundial e uma Nova Religião Mundial. E mais: serviço militar obrigatório em escala mundial, globalização da economia, um só exército. Trata-se de uma preparação para a encarnação do anticristo. A Nova Era declara que o homem é Deus e, como tal, poderá alcançar a perfeição com seus próprios esforços. O Movimento ensina, difunde e defende todas as formas e práticas do ocultismo. A unificação das moedas, a universalidade dos cartões de crédito, a propagação do homossexualismo; liberação do aborto em vários países e inseminação artificial; o aumento do uso de drogas, tudo isso aponta para os dias da Grande Tribulação. O movimento ainda divulga as práticas ocultistas. Seus livros e utensílios de magia (músicas, perfumes, pirâmides, amuletos, cristais, incenso) são vendidos aos milhões.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

Estudos Bíblilcos e Sermões.

terça-feira, 2 de março de 2010

Igreja: lugar de sábios ou de antiintelectuais?

“Não se aparte de sua boca o livro dessa Lei;
antes medita nele dia e noite” – Js 1:8a


Hoje quero abordar um tema que há tempos tem tomado espaço nas minhas reflexões: o antiintelectualismo dentro das igrejas. Então vamos lá.

Observe a mensagem a seguir. Ela é um trecho do discurso proferido por Charles Malik, durante a inauguração do Billy Grahan Center, no campus da Wheaton College, e tinha como tema “As duas tarefas da evangelização”. Segundo Malik a salvação é tanto para a alma quanto para a mente, isto é, converter as pessoas não apenas espiritualmente, mas também intelectualmente.


“Devo ser franco com vocês: o antiintelectualismo é o maior perigo que o cristianismo evangélico enfrenta. A mente, compreendida em suas maiores e mais profundas faculdades, não tem recebido suficiente atenção. (...) O resultado é que o terreno do pensamento criativo é abandonado e entregue ao inimigo. Quem, entre os evangélicos, pode enfrentar os grandes pensadores seculares em seus próprios termos acadêmicos? Quem, entre os estudiosos evangélicos, é citado pelas maiores autoridades seculares como fonte normativa de história, filosofia, psicologia, sociologia ou política? (…) Por uma maior eficácia no testemunho de Jesus Cristo, bem como em favor de sua causa, os evangélicos não podem se dar ao luxo de continuar vivendo na periferia da existência intelectual responsável.”

O detalhe que chama mais a atenção é o fato de que este discurso foi proferido em 7 de novembro de 1980, ou seja, trinta anos atrás. Não é difícil, porém, constatar que o alerta de Charles Malik não foi o suficiente para que algo fosse feito. Atualmente, o que vivemos é, sem dúvida, uma época extrema de antiintelectualismo, em todas as áreas, inclusive dentro da Igreja Evangélica.

Por incrível que possa parecer, mesmo vivendo a chamada “era do conhecimento”, onde informação de qualidade representa poder, uma época em que boa parte da população, mesmo de baixa renda, tem acesso a televisão, radio e internet, é espantoso constatar que a população, em geral, não consegue lidar com essas informações. Ou pior, não consegue processar tais informações, nem tem senso crítico suficiente para avaliar a qualidade, a veracidade e a utilidade das informações que recebe.

Outros, não poucos, ainda preferem manterem-se ignorantes, nutrindo um sentimento de desdém pelo saber e pelas pessoas que anseiam por estudo e conhecimento. A essa situação podemos chamar antiintelectualismo.

Segundo pesquisas recentes, voluntariamente, os alunos brasileiros lêem, em média, cerca de 1,3 livros por ano. Talvez este seja um dos motivos pelos quais esses alunos têm tão baixos níveis de compreensão e interpretação de textos, e isto, inevitavelmente, se reflete naqueles que freqüentam a igreja e mantêm a mesma postura com relação ao estudo da Bíblia.

Esta defasagem intelectual impõe à Igreja a necessidade de tomar medidas urgentes, como a retomada do incentivo à educação cristã e às quase extintas Escolas Bíblicas Dominicais.

Isto se torna ainda mais relevante, quando lembramos que nós cristãos somos chamados a batalhar pela fé que uma vez nos foi dada (Jd 1:3). Outra razão para que o cristão não se deixe levar pelo que John Sttot chama de “cristianismo de mente vazia” é a necessidade de estarmos sempre preparados para combater as falsas filosofias que proliferam mundo, bem como, e pior ainda, as falsas teologias que invade nossas igrejas.

O cristão precisa ter conhecimento da Palavra de Deus, para não se deixar levar por essa onda de heresias praticadas dentro de certas comunidades, que não vem ao caso citar neste momento. Mas o que se vê, cada vez mais é o povo evangélico, numa postura antiintelectual, deixando de usar sua “porção bereiana” (At. 17:11), preferindo ser iludido com teologia da prosperidade, amuletos gospel, corrente da prosperidade e todo tipo de “mercadoria da fé”.

Triste mesmo é constatar que boa parte deste antiintelectualismo é incentivado por alguns líderes religiosos. Talvez porque imaginam que se mantiverem os seus seguidores na ignorância, poderão enganá-los com maior facilidade.

O início do antiintelectualismo nas igrejas protestantes teve sua gênese com os pregadores avivalistas do século 19, que no afã de lutar contra a apatia e frieza devocional de suas congregações, exageravam no aspecto emocional do cristianismo. Alguns, nem todos, diga-se de passagem, caíram em outro estremo, o desprezo pela intelectualidade.

Ainda hoje é possível ver exemplos de lideranças estimulando o antiintelectualismo. Edir Macedo, líder maior da IURD, em seu livro A Libertação da Teologia, escreve: “Todas as formas e ramos da teologia são fúteis, não passam de emaranhados de idéias que nada dizem ao inculto, confundem os simples e iludem o sábio. Nada acrescentam à fé e nada fazem pelos homens, a não ser aumentar sua capacidade de discutir e discordar entre si.”

A bíblia é clara quanto a necessidade de reflexão intelectual. Vários passagem recomendam: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor.” (Os 6:3ª); “Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29); “Persiste em ler, exortar e ensinar” (1Tm 4.13) e “Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3.18), entre outros.

E o resultado? Dá uma olhadinha no vídeo abaixo. Não quero criticar o cantor, pois minha capacidade musical é semelhante à dele, mas repara só no conteúdo da mensagem que ele está transmitindo.



Autor: Wilson Parpinelli
Fonte: [ Teologia Inteligente ]

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cientista do CERN fala ao CACP sobre o LHC

Atualmente o mundo vive um frenesi de que o fim está eminente. Pessoas andam apavoradas com o fim do mundo ao ponto de algumas até pensarem em suicídio. O motivo para esse burburinho tem a ver com uma somatória de coisas – A primeira, o calendário religioso dos Maias, seguido de uma superprodução do cinema mostrando que o mundo findará em 2012. Depois o caso do funcionamento da maior máquina científica que a física já produziu – o LHC – O grande Colisor de partículas. Segundo algumas especulações esse Colisor poderia formar um buraco negro, engolindo assim todo o Planeta. Pronto, está formado um caldeirão de fortes emoções!


Diante desses burburinhos, o CACP entrou em contato com o CERN (A Organização Européia para a Investigação Nuclear), que prontamente nos atendeu e nos indicou um dos físicos brasileiros envolvidos com o projeto. Esse é o Dr. Denis Damázio, que muito gentilmente se prontificou em esclarecer qualquer dúvida.

CACP: Dr. Denis Damázio fale-nos um pouco sobre a sua formação e seus projetos de vida.

Dr. Denis: Estudei Engenharia Eletrônica na Universidade Federal do Rio de Janeiro de 1993 ate 1998. Durante o último período da faculdade, comecei no mestrado na COPPE com a intenção de aplicar as técnicas de engenharia na física de altas energias. Acabei passando direto ao doutorado na mesma área e vim fazer uma parte do desenvolvimento da minha tese num dos subdetectores do ATLAS. ATLAS é um dos principais detectores de partículas que estuda as colisões produzidas pelo LHC. Também antes de sair do Brasil (ainda no tempo do mestrado - 1998/1999) trabalhei numa colaboração da UFRJ com a marinha Brasileira para o desenvolvimento de uma metodologia baseada em inteligência artificial para classificação de navios pelo seu som num sonar). Já no CERN (2000/2001), eu trabalhei também na aplicação de técnicas de inteligência artificial para classificação de partículas. Esse trabalho me rendeu varias publicações cientificas e a tese, defendida no final de 2002. Em 2003, fui trabalhar no Laboratório Nacional de Brookhaven nos Estados Unidos num sistema de detecção de raios cósmicos por ondas de rádio. O mesmo grupo tinha um envolvimento com ATLAS, e como eu havia trabalhado previamente no mesmo experimento, eles resolveram me enviar de volta ao CERN para trabalhar na montagem e manutenção do experimento. Nesse meio tempo, eu pude voltar ao projeto que mais me interessa, o sistema de seleção de eventos do ATLAS, o qual, atualmente sou um dos principais desenvolvedores de software.

Sou casado desde outubro de 1999 e nosso primeiro filho chegou a dois anos atrás. Uma segunda esta programada pra março do ano que vem.

CACP: Dr. Denis, como tem sido o envolvimento do Brasil nesse projeto tão grandioso?

Dr. Denis: O Brasil tem sido um grande colaborador apesar dos recursos disponíveis limitados. No ATLAS a colaboração é tão antiga que nem eu mesmo sei quando exatamente começou. O meu orientador de tese, o professor Jose Manoel de Seixas da UFRJ já estava no CERN em 1993, se eu não me engano. Atualmente, temos pesquisadores nas áreas de engenharia (especialmente da computação ou eletrônica) e física trabalhando no desenvolvimento do detector ou na parte de fenomenologia física do ATLAS. Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora e de São Paulo juntaram-se recentemente ao ATLAS. A UERJ tem uma colaboração forte com o experimento CMS assim como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF - no Rio) tem uma colaboração com o experimento LHCb. Finalmente, a um ou dois anos atrás apareceu um grupo de Campinas trabalhando no experimento ALICE (mas pra ser sincero, não sei se essa colaboração continuou). Recentemente, foi criada a Rede Nacional de Física de Altas Energias (RENAFAE) com o objetivo de organizar um pouco esses diferentes esforços. Ainda não me parece muito claro o resultado deste instituto, mas a criação do mesmo é, por si só, um passo importante pra pesquisa brasileira.

CACP: Então a pergunta que não quer se calar – O LHC pode destruir o nosso Planeta como alguns acreditam? Seria o fim do mundo?

Dr. Denis: De forma alguma. Se o tipo de evento que nos vamos criar de forma artificial fosse perigoso, se, por exemplo, criasse um buraco negro que engolisse todo o planeta, o planeta já tinha desaparecido muito antes. Os eventos que nos vamos criar atingiram, se atingir, a energia de 14 x 10^12 eV (electron-Volts, uma medida de energia da física de altas energias). Ora, todos os anos muitas partículas com energia muito superior a esta (10^19 eV, ou seja, 10 milhões de vezes mais) atingem a nossa atmosfera (cerca de 1 partícula por Km2 da superfície terrestre por ano). A única diferença e que fazendo esses experimentos de forma controlada, podemos estudar seus subprodutos em maior detalhe (o que é impossível de se fazer na atmosfera...). Assim sendo, se ocorre na natureza, não ha razão para maior preocupação da população em geral.

É verdade que algumas teorias prevêem a possibilidade de se formar minúsculos buracos negros. Os mesmos emitiriam partículas e se dissolveriam antes mesmo de poder causar qualquer dano. Uma vez mais, isso não seria nada que já não aconteça na natureza.

CACP: Se os fatos são claros quanto a impossibilidade da destruição do nosso planeta ou de alguma catástrofe, por que há cientistas afirmando o contrário e com tanta veemência?

Dr. Denis: O Laboratório americano para o qual eu trabalho sofreu o mesmo tipo de pressão quando, graças a altíssima concentração de partículas (lá o mais importante não é a velocidade ou energia da partícula, mas a quantidade de partículas num volume pequeno). Dois pesquisadores do Havaí também fizeram o mesmo alarde. A impressão que da é que são pessoas interessadas em aproveitar a "onda" de publicidade que esta acontecendo. Com relação ao LHC, graças a publicidade extra advinda do livro/filme "Anjos e Demônios", estamos sofrendo uma pressão muito maior. Ainda mais que o livro fala em destruição causada por um "aparato" criado pelo CERN. Na verdade, esse aparato por si só não tem menor sentido. Foi criada até uma pagina no CERN para explicar para a sociedade que muitas das premissas do filme são muito interessantes na ação do filme em si, mas não tem qualquer embasamento cientifico. Quando da inauguração do experimento LEP (nos anos 80 no CERN), apenas as pessoas realmente interessadas tinham acesso a essa informação. Apesar de grandes incertezas, não houve nenhuma discussão a esse respeito na época (que eu saiba. Estava na escola nessa época!).

Outro ponto que também chama muito a atenção é o fato da partícula que estamos a procura, o Boson de Higgs, ter sido apelidado de a "partícula de Deus". Creio que o apelido foi criado primeiro porque dada a dificuldade de encontrar a partícula (o antigo LEP já a procurava), lembra um pouco a procura do cálice sagrado ou algo do gênero. Bem, a tal partícula é difícil mesmo de se achar (e alguns acham mesmo que ela não existe), despertando a curiosidade. A segunda razão, parece-me, pode ter sido para trazer mais publicidade para o tópico. O problema é que, ao misturar ciência e religião, dadas as paixões que despertam ambos os tópicos, podemos acabar numa discussão muito além da questão exata de se encontrar ou não uma entidade com sentido físico.

CACP: O Dr. Walter L. Wagner afirma que os mini buracos negros formados no interior do LHC irão se agrupar e assim juntos formarem um grande buraco com força suficiente para engolir a Terra – teria isso alguma possibilidade?

Dr. Denis: Não conhecia o nome desse pesquisador e suas teorias. Li algumas de suas teorias da internet, aonde todas estão muito bem divulgadas e com seu nome referenciado. Não conheço toda sua obra assim, pode ser um pouco injusto julgar. Me parece, entretanto, que o argumento que tal tipo de evento acontece de forma não destrutiva na natureza sobrepõem seus argumentos para tentar achar um buraco (negro?!) na teoria. Os eventos que estaremos gerando no LHC são raríssimos (mesmo durante as mais intensas colisões as probabilidades que um evento de buraco negro ocorra é bastante baixa) e tais eventos acontecem de forma independente entre si (alguns centímetros de distancia). Assim, a possibilidade que numa mesma colisão dois buracos negros se formem de forma próxima suficiente para que eles se agrupem em escala não microscópica e que isso possa representar algum risco é realmente desprezível.

CACP: Quais os avanços que essas novas descobertas da física poderão, de maneira pragmática, trazer para a sociedade como um todo?

Dr. Denis: Eu sempre respondo esse tipo de pergunta pensando no começo do século 20. Nessa época, pesquisadores como Rutherford bombardeavam finas folhas de metal (ouro) com partículas alfa vindas da decomposição de matérias radiativos, como, por exemplo, o Urânio. Na verdade, esse pesquisador estava fazendo uma das primeiras experiências tais com as que fazemos atualmente. O Urânio, ao emitir diferentes tipos de partículas durante sua desintegração, funciona como um acelerador natural de partículas. A folha de Ouro, funciona como um detector de partículas. Graças a uma experiência a principio sem muito sentido pratico direto como esta, obteve-se uma compreensão profunda do modelo atômico (um núcleo ao centro com elétrons girando a volta). Dai partiu-se para um controle maior dos elétrons em si e dai chegamos (cerca de 40 anos depois) ao transistor. Finalmente, atingimos a nossa sociedade da era da informação que temos hoje em dia. Assim sendo, a pergunta em si me parece um pouco difícil. A verdade é que todo aumento de conhecimento é benéfico, mesmo que só o seja daqui a 40, 100, 200 anos. Para não deixar, entretanto, de dar uma resposta mais concreta, posso citar algumas das pesquisas ou instrumentos desenvolvidos no CERN é que tiveram conseqüências praticas na vida de todos. O mais famoso é o sistema de paginas da internet. O WWW. Foi inventado aqui no CERN com o objetivo de facilitar a comunicação de pesquisadores dispersos no mundo todo através dos Hyper-Documentos. Não acho necessário comentar o impacto desse desenvolvimento na vida de todos. Mais diretamente ligados a pesquisa em si, saiu um artigo recente sobre a utilização de pequenos aceleradores de partículas em clinicas de tratamento de câncer. Um feixe de partículas com energias mais altas é capaz de queimar melhor e de maneira mais precisa um material. O alvo fica mais bem definido em mais alta energia.

Da parte de detectores, posso citar que as mesmas técnicas usadas para detectar partículas interessantes na grande densidade de partículas produzidas a cada colisão do LHC (por exemplo, as técnicas usadas no detector de silício do ATLAS) estão sendo usadas atualmente para realizar radiografia digital, com implicações médicas importantíssimas. O mesmo é feito pelo detector de pixels que esta sendo usado num projeto de tomografia computadorizada. Junto com técnicas de PET-scan, podem ajudar a isolar tumores facilmente e de maneira menos intrusiva. Existe ate um projeto para se criar um olho artificial que poderia ajudar deficientes visuais a voltar a enxergar.

Além de todos estes exemplos (eu realmente tentei resumir ao Máximo), a simples formação de vários pesquisadores (como eu, por exemplo), já é muito importante. Muitos vão trabalhar em pesquisa médica tecnológica e até no mercado financeiro. Essa talvez seja a contribuição de maior importância pró - experimentos: aqueles que não ficaram trabalhando no mesmo, mas levaram a experiência acumulada.

CACP: Suas considerações finais:

Dr. Denis: Espero ter ajudado a divulgar a informação importante de que a pesquisa realizada no CERN é uma pesquisa benéfica pra humanidade e livre de riscos. A nossa própria segurança (nos que estamos na linha de frente desses instrumentos de pesquisa) é um fator que não é de forma alguma negligenciado. É natural, dadas as ambições e também as esperanças depositadas nesse experimento, que certa ansiedade apareça. É também uma característica humana que o medo do desconhecido leve a atitudes extremas. Espero que o maior problema que tenhamos seja realmente algumas noticias de jornal que logo serão esquecidas quando os resultados começarem a aparecer.

Dado o longo tempo que levei pra responder estas perguntas, posso dizer que o acelerador foi finalmente ligado em fins de Novembro e embora tenha operado a baixíssima energia como previsto para o inicio da operação, já tivemos vários eventos sendo detectados pelos nossos detectores. O acelerador foi parcialmente desligado em fins de dezembro já que o CERN não funciona durante o Natal/Ano Novo. A experiência deve retornar em mais alta energia em meados de fevereiro.

Um grande abraço, Denis Damazio

O CACP agradece a sua entrevista.

Fonte: [CACP]

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