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quarta-feira, 29 de julho de 2009

O “papa” da autoajuda evangélica

Rio - Se você está desempregado, o amor da sua vida deu no pé e as dívidas se avolumam, saiba que esta é a hora em que o pastor americano Max Lucado gosta de entrar em cena. Ele está no Rio neste fim de semana para lançar seu novo livro, ‘Sem medo de viver’, pela Editora Thomas Nelson, no qual prega a virtude da coragem. Tempo de crise mundial, aliás, é o melhor momento para ele ganhar mais almas e leitores. Seus 58 títulos já venderam 70 milhões de exemplares.

Lucado é campeão de vendas em um segmento que faz sucesso no Brasil: o de livros motivacionais e de autoajuda. No caso dele, inspirado na fé cristã. O autor é uma espécie de Paulo Coelho evangélico. Conta histórias, prende a atenção e encerra com uma lição.

Livros do pastor já entraram na lista dos mais vendidos do ‘New York Times’ e do ‘USA Today’. Ganhou 3 vezes o prêmio de Livro do Ano da Associação de Editoras Evangélicas Cristãs com ‘Quando Deus sussurra seu nome’ (1995), ‘Nas Garras da Graça’ (1997) e ‘Simplesmente como Jesus’ (1999).

O pastor começou a escrever no Rio, onde morou com a mulher, Denalyn, entre 1983 e 1987. Era missionário em igreja na Praça Sans Peña, na Tijuca, e colaborava em estudos bíblicos em Jacarepaguá, Niterói e em favela da Zona Norte. De dia estudava Português. “Era muito cansativo aprender outra língua. À noite, descansava e escrevia sobre a vida de Cristo”, explica ele, que hoje mora em San Antonio, no Texas. Lucado tem três filhos.

O sucesso não o afastou do púlpito. Lucado é ministro de pregação na Igreja de Oak Hills, em San Antonio. Para atrair admiradores e fiéis, desenvolveu a arte de contar histórias: “O mais importante em uma história é ter conflito. Alguma coisa tem que acontecer para pegar a nossa atenção e o coração. No fim, o conflito tem de ser resolvido”.

Parte do lucro dos livros vai para missões espalhadas pelo mundo. “Tenho uma fundação que ajuda viúvas e órfãos”, afirma. Na volta ao Rio, Lucado se surpreendeu com o avanço evangélico. Mas ele busca leitores em outros credos: “Tem muitas pessoas que não são religiosas e gostam dos meus livros. Apresento Cristo como salvador e professor”.

TRECHO: ‘Pergunta para a beira do desfiladeiro’

“Como passou a noite?”, perguntou a enfermeira. Os olhos cansados do jovem responderam à pergunta antes que seus lábios o fizessem. Ela fora longa e difícil. As vigílias sempre são. Mas ainda mais quando passadas com seu próprio pai.

“Ele não acordou.” O filho sentou-se junto ao leito e pegou na mão ossuda que tantas vezes segurara a sua. Ele tinha medo de largá-la por temer que fazendo isso o homem que amava tanto pudesse passar para o outro lado.

Ele a segurou a noite inteira enquanto os dois ficavam à beira do desfiladeiro, cientes de que o passo final estava apenas algumas horas à sua frente. (…) “Sei que tem de acontecer”, disse o filho, olhando para o rosto acinzentado do pai: “Só não sei a razão”.

O desfiladeiro da morte: é um lugar desolado. (…). Você já esteve ali? Já foi chamado para ficar junto à linha fina que separa os vivos dos mortos? Já observou a doença corroendo e atrofiando o corpo de um amigo? Já permaneceu no cemitério muito tempo depois que os outros partiram?

O fato de ficar à beira do desfiladeiro coloca toda a nossa vida em perspectiva. (…) Na beirada do desfiladeiro ninguém se preocupa com salários ou posições. (…) A medida que os humanos que envelhecem ficam junto a esse abismo eterno, todos os jogos e disfarces da vida parecem tristemente tolos. (Max Lucado, do livro ‘Deus chegou mais perto’).



Fonte: O Dia Online

2 comentários:

José disse...

Eu particularmente nào li nenhum livro do Lucado, mas baseado no que li no artigo considero a crítica rotuladora. A mensagem que pregamos é de fato para todos, mas a receptividade sempre foi dos que se reconheram pobres, desiludidos, oprimidos, angustiados... não porque os demais não necessitem, mas simplesmente porque não se reconhecem desta maneira. Até mesmo os comentários sobre sua postura ante o sucesso e a reversão de parte do dinheiro arrecadado em missões não me parecem uma tentativa de fazer jus ao escritor. Pela prórpia natureza do cristianismo não espero que sejamos aplaudidos pelo mundo naquilo que fazemos, e mesmo quando apludirem devemos ser cautelosos, Jesus não disse que não deviam aclamá-lo como o enviado de Deus quando o povo assim o fez, mas ele conhecia o coração do homem e sabia que seriam os mesmos a gritar: crucifica-o. Um grande problema que considero em nosso meio é o coro que fazemos com o mundo. Não acho que devemos nos calar diante daquilo que consideramos desvirtuar o evangelho, mas nossas críticas devem ser nossas críticas. O menor no reino ainda é maior que o melhor que um mundo desgraçamente rebelde e altivo pode produzir.

claudia disse...

Oi tdb! As fotos ficaram muito legal, mas cadê as fotos do dia 31/07e do dia 01/08. Deus o abençoe.Claudia meu e-mail
Claudia_ferrazsantos@hotmail.com