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quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Qual tradução da Bíblia devo usar?
by Ruy B. Marinho
Augustus Nicodemus fala sobre as traduções da Bíblia para o português, passando sobre os manuscritos originais (texto crítico, texto recebido, texto massorético, textus receptus, texto majoritário) e metodologias de tradução (equivalência formal, equivalência dinâmica). Qual versão usar? Almeida Revista e Corrigida (ARC), Almeida Corrigida e Fiel (ACF), Almeida Revista a Atualizada (ARA), Almeida Século XXI, Nova Versão Internacional (NVI), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), A Mensagem?
Augustus Nicodemus fala sobre as traduções da Bíblia para o português, passando sobre os manuscritos originais (texto crítico, texto recebido, texto massorético, textus receptus, texto majoritário) e metodologias de tradução (equivalência formal, equivalência dinâmica). Qual versão usar? Almeida Revista e Corrigida (ARC), Almeida Corrigida e Fiel (ACF), Almeida Revista a Atualizada (ARA), Almeida Século XXI, Nova Versão Internacional (NVI), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), A Mensagem?
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
É certo levantar as mãos na hora do louvor?
Por que Davi levantava a suas mãos, conforme relatamos nos salmos? O que significava sua atitude? Salmos 28.2 afirma: “Ouve-me as vozes súplices a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o santuário”. Davi estava longe de Jerusalém, provavelmente fugindo de Absalão. Em sua vocação pessoal, Davi levantava suas mãos em direção ao lugar do sacrifício em Jerusalém. Ele fazia isso com o objetivo de se identificar com o sacrifício oferecido pelo sacerdote. Davi não podia estar presente, mas demonstrava sua identificação com a oferta. É importante lembrar que ele não teria feito isso, se estivesse em Jerusalém, visto que apenas o sacerdote oferecia sacrifício. Assim, a atitude de Davi era apenas um ato de identificação da parte de um homem ausente. Isso não era algo realizado habitualmente na adoração.
Em salmos 63.4, Davi disse: Em teu nome, levanto as mãos”. Nesta ocasião, ele estava no deserto de Judá e, novamente, sozinho, longe do lugar do sacrifício. Davi almejava estar no santuário; e isso é expresso no verso 2. No momento do sacrifício, ele levantou mais uma vez as mãos para identificar-se com a oferta da noite.
Em salmos 141.2, Davi é bastante claro no que se refere ao assunto. Estando novamente longe do Tabernáculo, ele roga que sua oferta suba como incenso e: “Seja o erguer das minhas mãos como oferenda vespertina”.
Quando estava longe do Tabernáculo, era por meio desta atitude que Davi expressava sua unidade com o sacrifício vespertino. Sua atitude não era uma atividade congregacional, e sim um gesto pessoal que tinha um significado específico e limitado. A questão é: devemos fazer o mesmo? É claro que não, visto que os sacrifícios já se consumaram. Jesus Cristo cumpriu todas as leis e símbolos envolvidos nos sacrifícios; e o sacrifício vespertino não é mais oferecido. Esta é a razão porque não encontramos no Novo Testamento instruções a respeito de levantar literalmente as mãos durante o louvor. Levantar as mãos (da maneira como Davi fez) reavivaria o ritual envolvido nos sacrifícios, menosprezando o grande sacrifício oferecido uma vez por todas, a morte expiatória de Jesus Cristo.
Hoje, quando pessoas levantam as mãos, elas não fazem como Davi, para identificarem-se com o sacrifício. Elas fazem com um propósito completamente diferente, ou seja, obter um sentimento de “contato” com Deus. É um recurso físico para produzir sentimentos. Esse não era o propósito de Davi.
Três outros salmos mencionam o levantar as mãos, mas se referem a outras questões. Salmos 119.48 fala em levantar as mãos em obediência diária a Deus – tão somente como refere-se aos sacerdotes oferecendo literalmente o sacrifício. Salmos 143.6 descreve a Davi estendendo figurativamente (e não de modo literal) as mãos a Deus, como uma criança indefesa tenta alcançar sua mãe.
Quando Paulo (1Timóteo 2.8) exortou os crentes a orarem “levantando mãos santas”, ele sem dúvida falava em linguagem figurada. Oferecer a Deus “mãos puras” num sentido literal, como crianças que mostram aos pais que lavaram as mãos antes da refeição, seria um absurdo. As mãos representam nossos feitos, e Paulo quer dizer que devemos nos esforçar por santidade, antes de orarmos. A ilustração mais semelhante está em Salmos 24.3-4: “Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração.”
Levantar as mãos é apenas outro exemplo de atividade carismática fundamentada no uso superficial, e talvez ridículo, dos textos bíblicos. Do modo como é feito em nossos dias, levantar as mãos é um artifício humano sem base bíblica e tem o propósito de ajudar as pessoas a entrarem num estado quase místico de emoções estimuladas. Isto é feito em desafio ao princípio “em espírito e em verdade”. Portanto, em vez de promover o louvor ao Senhor, induz as pessoas ao emocionalismo auto-indulgente. Muitos crentes sinceros são mal orientados e aceitam essa prática como algo útil ao senso de comunhão, mas, na verdade, ela é um obstáculo, uma vez que encoraja o uso das emoções em nível humano, e não em um nível espiritual.
Fonte: Livro: "Louvor em Crise" (Perter Masters), resumo e adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes, título original: “Por que levantar as mãos?”
Extraído do blog: [ Solus Christus ]
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Quem não ouve cuidado, ouve coitado.
Por Renato Vargens
Certa feita, um garoto ao brincar no quintal de sua casa, inventou de empurrar uma enorme pedra, claramente superior às suas próprias forças. Empurrou-a com as mãos, com os pés, com o corpo, de costas, sem contudo fazer com que a pedra se movesse. O pai , ao observar o inoperante esforço do menino lhe disse: “ Filho, você ainda não usou todos os recursos,”. “Usei, sim, papai”, respondeu o pequeno já quase chorando. “Não”, replicou o pai, “você ainda não pediu a minha ajuda”.
Pois é, por acaso você já se deu conta da existência de pessoas extremamente auto-suficientes. Individuos deste tipo comumente não gostam de pedir ajuda ou ouvir conselhos. Para estes, o que mais importa são suas opiniões e não as dos outros. Lamentavelmente conheço inúmeras pessoas que em nome de uma maturidade burrificada preferem "quebrar a cara" do que pedir opinião a um amigo. Na verdade, o que estes não entendem é que aquele que não ouve cuidado, com certeza ouvirá, coitado.
Caro leitor, a Bíblia é clara em afirmar que a soberba precede à ruína e a altivez de espírito a queda. Do ponto de vista cristão pessoas arrogantes não chegam muito longe, ao contrário das humildes de coração. As Escrituras afirmam categoricamente que Deus exalta os humildes e abate os soberbos. Ora, como já escrevi anteiormente o trajeto que os vencedores traçam nunca foi e nunca será o caminho da presunção e da prepotência, antes pelo contrário, os vencedores carregam em si a marca indelével da humildade. Portanto lembre-se: Os que vencem na vida são aqueles que ainda que possuam excelente auto-estima, bem como discernimento de quem é e do que pode, optaram pelo caminho da modéstia e da humildade.
Pense nisso,
Renato Vargens
Certa feita, um garoto ao brincar no quintal de sua casa, inventou de empurrar uma enorme pedra, claramente superior às suas próprias forças. Empurrou-a com as mãos, com os pés, com o corpo, de costas, sem contudo fazer com que a pedra se movesse. O pai , ao observar o inoperante esforço do menino lhe disse: “ Filho, você ainda não usou todos os recursos,”. “Usei, sim, papai”, respondeu o pequeno já quase chorando. “Não”, replicou o pai, “você ainda não pediu a minha ajuda”.
Pois é, por acaso você já se deu conta da existência de pessoas extremamente auto-suficientes. Individuos deste tipo comumente não gostam de pedir ajuda ou ouvir conselhos. Para estes, o que mais importa são suas opiniões e não as dos outros. Lamentavelmente conheço inúmeras pessoas que em nome de uma maturidade burrificada preferem "quebrar a cara" do que pedir opinião a um amigo. Na verdade, o que estes não entendem é que aquele que não ouve cuidado, com certeza ouvirá, coitado.
Caro leitor, a Bíblia é clara em afirmar que a soberba precede à ruína e a altivez de espírito a queda. Do ponto de vista cristão pessoas arrogantes não chegam muito longe, ao contrário das humildes de coração. As Escrituras afirmam categoricamente que Deus exalta os humildes e abate os soberbos. Ora, como já escrevi anteiormente o trajeto que os vencedores traçam nunca foi e nunca será o caminho da presunção e da prepotência, antes pelo contrário, os vencedores carregam em si a marca indelével da humildade. Portanto lembre-se: Os que vencem na vida são aqueles que ainda que possuam excelente auto-estima, bem como discernimento de quem é e do que pode, optaram pelo caminho da modéstia e da humildade.
Pense nisso,
Renato Vargens
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Doutrina e Divergência
Por: Abraham Kuyper
A questão das divergências doutrinárias no seio da igreja tem sido discutida à exaustão por teólogos e líderes eclesiásticos.
Trata-se do seguinte: será que duas doutrinas distintas não podem ser mantidas no contexto da mesma igreja? Não deveríamos permitir divergências? Não deveríamos ser tolerantes e acobertar ou ignorar esses pontos de divergência a fim de manter a paz? Será que não poderíamos pelo menos moderar as diferenças, mantendo-as dentro de certos parâmetros?
Como de costume, buscamos pela resposta na Palavra de Deus. É nela que encontraremos os parâmetros dentro dos quais devemos permanecer.
Há três fases a considerar: nossa própria atitude em relação a tais divergências, os próprios pontos de divergência e, finalmente, as pessoas de quem nós divergimos.
Em relação à nossa atitude, não devemos de forma alguma deixar que interesses pessoais (ou que qualquer sentimento de animosidade em relação àqueles que discordam de nós) interfiram no nosso zelo na defesa da verdade. É nosso dever odiar qualquer inverdade e qualquer mal por amor a Deus, e é nosso dever tentar trazer de volta ao caminho correto aqueles que se desviaram.
Quando Moisés despedaçou as tábuas da lei no monte e reduziu a pó o bezerro de ouro, ele não estava a dar vazão à sua raiva pessoal e amarga, mas sim expressando seu zeolo por Deus. Isso é evidente no fato de ter ele implorado para ter seu nome removido do livro de Deus para evitar que Deus desonrasse Seu Santo Nome destruindo os israelitas. Paulo exige a mesma atitude de cada servo de Cristo ao escrever a Timóteo: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade…” (2Tim. II, 24-25). Além disso, “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2Tim. IV, 2). Tais palavras não ensinam indolência ou indiferença ou silêncio para com a crença dos outros, mas de fato insistem que, em todo protesto contra falsas doutrinas, a motivação não deve ser o sentimento pessoal, mas sim, a glória de Deus e a edificação de nossos irmãos, incluindo aqueles de quem discordamos.
Os próprios pontos de divergência também devem ser levados em conta, independentemente de serem ou não doutrina fundamental. Onde houver divergência de interpretação de uma certa passagem da Escritura mas nenhuma doutrina fundamental for envolvida, deve haver tolerência. Uma pessoa tem direito à sua opinião sem negar esse direito a outra: o leitor cristão é livre para aceitar aquela interpretação que ele, guiado pelo Espírito Santo que habita em si, julgar ser mais correta (ou menos problemática). Isso é parte da liberdade que têm os filhos de Deus. Ora, nós só conhecemos em parte, e nós só profetizamos em parte, porque enxergamos tudo embaçado. E é através da própria variedade de opiniões que, por vezes, o sentido de uma passagem é esclarecido com o passar do tempo.
Todavia, se a interpretação for tal que contradiga algum artigo da fé, então deve ser refutada, pois a verdade do Evangelho deve ser defendida contra toda falsa doutrina.
Veja, por exemplo, o que Cristo diz: “meu Pai é maior do que eu” (Jo. XIV, 28). Alguns interpretam isso como uma alusão à Sua natureza humana. Outros dizem que Jesus queria ressaltar Seu estado de humilhação. E outros entendem que isso significa que, na condição de nosso Mediador, ao se tornar obediente ao Seu Pai, Cristo se humilhou. Nenhum dos três entra em conflito com as confissões. Contudo, se o texto for interpretado como se dissesse que Cristo revoga divindade, que Ele nega Sua unidade essencial com o Pai, então nos deparamos com uma doutrina que se choca contra a confissão de que Cristo é verdadeiro e eterno Deus. Tal divergência não pode ser tolerada no seio da igreja.
Finalmente, consideremos as pessoas que são desviadas por falsas opiniões e doutrinas. Tais pessoas podem ser classificadas de duas formas: aqueles neófitos ou fracos na fé e aqueles que são fortes e que defendem forte e abertamente as suas ideias e pelejam para ganhar adeptos. A primeira categoria deve ser tratada gentilmente, e instruída em uma porção maior da verdade, no intuito de que cresçam na fé. Devemos ser pacientes com os que são fracos.
Entretanto, não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam e que ensinam doutrinas que não estão de acordo com a Palavra de Deus. Temos o dever de defender veementemente a verdade, de modo que, se possível, eles possam ser ganhados de volta, ou pelo menos advertidos de seu erro. O conselho completo de Deus lhes deveria ser exposto de modo simples e claro.
Tolerância e paciência, portanto, devem certamente caracterizar a nossa atitude pessoal em geral e também nos casos de divergência pequena. Paciência também é chave ao lidar com aqueles que são neófitos ou fracos na fé.
Contudo, aqueles que ensinam qualquer coisa contrária à Palavra de Deus não podem permanecer na igreja de Deus.
_________________________
Sobre o autor: O escritor holandês Abraham Kuyper (1837-1920), filósofo, teólogo e estadista, fez parte de um movimento de reforma interna da igreja holandesa e depois tornou-se primeiro-ministro de seu país. É mais conhecido através de suas Preleções Stone a respeito da cosmovisão reformada e de seus livros devocionais. É considerado o pai fundador do movimento neocalvinista por conta do desenvolvimento da teoria das esferas de soberania e um dos principais líderes políticos cristãos conservadores do século XX.
Traduzido por: Lucas G. Freire.
Fonte: The Practice of Godliness (Grand Rapids: Eerdmans, 1948), pp.47-49.
Extraído do blog: [ Neocalvinismo sem Mundanismo ]
Via: [ Eleitos de Deus ]
A questão das divergências doutrinárias no seio da igreja tem sido discutida à exaustão por teólogos e líderes eclesiásticos.
Trata-se do seguinte: será que duas doutrinas distintas não podem ser mantidas no contexto da mesma igreja? Não deveríamos permitir divergências? Não deveríamos ser tolerantes e acobertar ou ignorar esses pontos de divergência a fim de manter a paz? Será que não poderíamos pelo menos moderar as diferenças, mantendo-as dentro de certos parâmetros?
Como de costume, buscamos pela resposta na Palavra de Deus. É nela que encontraremos os parâmetros dentro dos quais devemos permanecer.
Há três fases a considerar: nossa própria atitude em relação a tais divergências, os próprios pontos de divergência e, finalmente, as pessoas de quem nós divergimos.
Em relação à nossa atitude, não devemos de forma alguma deixar que interesses pessoais (ou que qualquer sentimento de animosidade em relação àqueles que discordam de nós) interfiram no nosso zelo na defesa da verdade. É nosso dever odiar qualquer inverdade e qualquer mal por amor a Deus, e é nosso dever tentar trazer de volta ao caminho correto aqueles que se desviaram.
Quando Moisés despedaçou as tábuas da lei no monte e reduziu a pó o bezerro de ouro, ele não estava a dar vazão à sua raiva pessoal e amarga, mas sim expressando seu zeolo por Deus. Isso é evidente no fato de ter ele implorado para ter seu nome removido do livro de Deus para evitar que Deus desonrasse Seu Santo Nome destruindo os israelitas. Paulo exige a mesma atitude de cada servo de Cristo ao escrever a Timóteo: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade…” (2Tim. II, 24-25). Além disso, “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2Tim. IV, 2). Tais palavras não ensinam indolência ou indiferença ou silêncio para com a crença dos outros, mas de fato insistem que, em todo protesto contra falsas doutrinas, a motivação não deve ser o sentimento pessoal, mas sim, a glória de Deus e a edificação de nossos irmãos, incluindo aqueles de quem discordamos.
Os próprios pontos de divergência também devem ser levados em conta, independentemente de serem ou não doutrina fundamental. Onde houver divergência de interpretação de uma certa passagem da Escritura mas nenhuma doutrina fundamental for envolvida, deve haver tolerência. Uma pessoa tem direito à sua opinião sem negar esse direito a outra: o leitor cristão é livre para aceitar aquela interpretação que ele, guiado pelo Espírito Santo que habita em si, julgar ser mais correta (ou menos problemática). Isso é parte da liberdade que têm os filhos de Deus. Ora, nós só conhecemos em parte, e nós só profetizamos em parte, porque enxergamos tudo embaçado. E é através da própria variedade de opiniões que, por vezes, o sentido de uma passagem é esclarecido com o passar do tempo.
Todavia, se a interpretação for tal que contradiga algum artigo da fé, então deve ser refutada, pois a verdade do Evangelho deve ser defendida contra toda falsa doutrina.
Veja, por exemplo, o que Cristo diz: “meu Pai é maior do que eu” (Jo. XIV, 28). Alguns interpretam isso como uma alusão à Sua natureza humana. Outros dizem que Jesus queria ressaltar Seu estado de humilhação. E outros entendem que isso significa que, na condição de nosso Mediador, ao se tornar obediente ao Seu Pai, Cristo se humilhou. Nenhum dos três entra em conflito com as confissões. Contudo, se o texto for interpretado como se dissesse que Cristo revoga divindade, que Ele nega Sua unidade essencial com o Pai, então nos deparamos com uma doutrina que se choca contra a confissão de que Cristo é verdadeiro e eterno Deus. Tal divergência não pode ser tolerada no seio da igreja.
Finalmente, consideremos as pessoas que são desviadas por falsas opiniões e doutrinas. Tais pessoas podem ser classificadas de duas formas: aqueles neófitos ou fracos na fé e aqueles que são fortes e que defendem forte e abertamente as suas ideias e pelejam para ganhar adeptos. A primeira categoria deve ser tratada gentilmente, e instruída em uma porção maior da verdade, no intuito de que cresçam na fé. Devemos ser pacientes com os que são fracos.
Entretanto, não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam e que ensinam doutrinas que não estão de acordo com a Palavra de Deus. Temos o dever de defender veementemente a verdade, de modo que, se possível, eles possam ser ganhados de volta, ou pelo menos advertidos de seu erro. O conselho completo de Deus lhes deveria ser exposto de modo simples e claro.
Tolerância e paciência, portanto, devem certamente caracterizar a nossa atitude pessoal em geral e também nos casos de divergência pequena. Paciência também é chave ao lidar com aqueles que são neófitos ou fracos na fé.
Contudo, aqueles que ensinam qualquer coisa contrária à Palavra de Deus não podem permanecer na igreja de Deus.
_________________________
Sobre o autor: O escritor holandês Abraham Kuyper (1837-1920), filósofo, teólogo e estadista, fez parte de um movimento de reforma interna da igreja holandesa e depois tornou-se primeiro-ministro de seu país. É mais conhecido através de suas Preleções Stone a respeito da cosmovisão reformada e de seus livros devocionais. É considerado o pai fundador do movimento neocalvinista por conta do desenvolvimento da teoria das esferas de soberania e um dos principais líderes políticos cristãos conservadores do século XX.
Traduzido por: Lucas G. Freire.
Fonte: The Practice of Godliness (Grand Rapids: Eerdmans, 1948), pp.47-49.
Extraído do blog: [ Neocalvinismo sem Mundanismo ]
Via: [ Eleitos de Deus ]
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Voto Cristão é o Voto Consciente!
Hermes C. Fernandes
Mais uma eleição se avizinha e duas opiniões antagônicas e radicais têm sido adotadas por muitos cristãos. Dois extremos que precisam ser evitados para que a igreja não caia no fosso entre a alienação e o comprometimento.
De um lado estão os que se envolvem no processo, apoiando candidatos indicados pela liderança da igreja. Qualquer que ouse questionar é reputado por rebelde.
Do outro lado estão os que defendem o distanciamento da igreja do processo político eleitoral.
Há que se buscar o ponto de equilíbrio. A igreja, enquanto instituição, deve manter-se isenta, permitindo que seus membros exerçam cabalmente sua cidadania. Porém isso não lhe tira a responsabilidade de orientá-los quanto ao uso consciente do direito de votar.
Não confundamos isenção com alienação, nem engajamento com comprometimento.
Uma igreja pode engajar-se no processo de conscientização, desempenhando o papel de agente politizador. Mas jamais deve comprometer-se com qualquer que seja a ideologia, partido ou candidatura, sob pena do prejuízo de seu papel profético.
Cada membro deve ser estimulado a pensar por si mesmo, e fazer suas próprias escolhas. Portanto, a função da igreja é pedagógica, não ideológica.
A despeito disso, um número cada vez mais expressivo de cristãos tem se engajado em campanhas políticas. Uns até movidos por ideais (ainda que ingenuamente), outros por interesses pessoais.
Aproveitando-se disso, candidatos ávidos pelos votos dos fiéis assediam sistematicamente as igrejas durante a época de eleições.
O que para alguns líderes pode ser traduzido como provisão de Deus em tempo de crise, para outros menos ingênuos, tal assédio revela o caráter oportunista e desonesto de nossa classe política, e por isso, deve ser rechaçado.
Para fazer a ponte entre pastores e políticos surge a figura do pulpiteiro, geralmente alguém pertencente ao meio evangélico ou egresso dele, e que domina o evangeliquês. Num País de 46 milhões de evangélicos, o pulpiteiro pode pesar mais para uma candidatura do que o marketeiro profissional.
Mesmo alguns líderes tidos como referência ética no meio, acabam cedendo ao assédio do pulpiteiro. A lógica é simples: se a maioria se beneficia disso, por que ficar de fora? Que mal haveria em aceitar uma oferta generosa para apoiar publicamente um candidato?
Ademais, parece mais simples (e conveniente) apontar um candidato, do que ensinar o povo a votar com consciência.
Não é debalde que durante esta época muitas igrejas concluem suas obras, adquirem equipamento novo de som, ou aquela tão sonhada propriedade para a construção do novo templo. É também nesta época que muitos líderes eclesiásticos desfilam de carro novo, ou anunciam à igreja que depois de tanto tempo de trabalho ininterruptos, finalmente sairá em férias com a família logo após os festejos de fim de ano.
O que está em jogo, afinal?
Não é apenas a postura ética que escorre pelo ralo da conveniência. Um candidato capaz de oferecer propina (este é o nome correto) em troca de votos, do que será capaz depois de eleito?
E mais: de onde ele consegue tanto dinheiro para bancar esta compra de votos no atacado? Que grupos estariam por trás de sua candidatura? Que interesses têm?
Portanto, líderes que se rendem (ou se vendem) às propostas destes políticos estão cometendo traição. Traem seu povo, sua consciência, seus votos ministeriais, e o pior, seu Deus.
Deveriam ler atentamente a advertência proferida pelos lábios do profeta Isaías:
“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. Isaías 1:23
Está na hora de darmos um basta nesta famigerada prática. Púlpito não é palanque, e igreja não é curral eleitoral, mas aprisco das ovelhas de Cristo.
Pastores, preparem-se para prestar contas ao dono da Igreja. Deus não os terá por inocentes. Portanto, “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade, não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória” (1 Pe. 5:2-4).
Embora reconheçamos a postura antiética e vexatória de muitos líderes no que tange à política, não podemos nos afastar do processo político, mas nos engajar no afã de produzir entre as ovelhas de Cristo uma consciência política sadia e honrosa.
Cidadania celestial e cidadania terrena não são necessariamente excludentes. Como cristãos comprometidos com o futuro da humanidade, precisamos encarnar os valores e princípios do reino de Deus e expressá-los através de nossa conduta no processo político/eleitoral.
Movido exclusivamente por este interesse, resolvemos assumir a responsabilidade pela produção de uma pequena cartilha para os cristãos. Chamamo-la de Cartilha Reinista pelo Voto Consciente, pois não está vinculado a qualquer denominação, e sim aos ideais do Reino de Deus e a sua justiça.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/08/voto-cristao-e-o-voto-consciente.html#ixzz0ylfynd72
Mais uma eleição se avizinha e duas opiniões antagônicas e radicais têm sido adotadas por muitos cristãos. Dois extremos que precisam ser evitados para que a igreja não caia no fosso entre a alienação e o comprometimento.
De um lado estão os que se envolvem no processo, apoiando candidatos indicados pela liderança da igreja. Qualquer que ouse questionar é reputado por rebelde.
Do outro lado estão os que defendem o distanciamento da igreja do processo político eleitoral.
Há que se buscar o ponto de equilíbrio. A igreja, enquanto instituição, deve manter-se isenta, permitindo que seus membros exerçam cabalmente sua cidadania. Porém isso não lhe tira a responsabilidade de orientá-los quanto ao uso consciente do direito de votar.
Não confundamos isenção com alienação, nem engajamento com comprometimento.
Uma igreja pode engajar-se no processo de conscientização, desempenhando o papel de agente politizador. Mas jamais deve comprometer-se com qualquer que seja a ideologia, partido ou candidatura, sob pena do prejuízo de seu papel profético.
Cada membro deve ser estimulado a pensar por si mesmo, e fazer suas próprias escolhas. Portanto, a função da igreja é pedagógica, não ideológica.
A despeito disso, um número cada vez mais expressivo de cristãos tem se engajado em campanhas políticas. Uns até movidos por ideais (ainda que ingenuamente), outros por interesses pessoais.
Aproveitando-se disso, candidatos ávidos pelos votos dos fiéis assediam sistematicamente as igrejas durante a época de eleições.
O que para alguns líderes pode ser traduzido como provisão de Deus em tempo de crise, para outros menos ingênuos, tal assédio revela o caráter oportunista e desonesto de nossa classe política, e por isso, deve ser rechaçado.
Para fazer a ponte entre pastores e políticos surge a figura do pulpiteiro, geralmente alguém pertencente ao meio evangélico ou egresso dele, e que domina o evangeliquês. Num País de 46 milhões de evangélicos, o pulpiteiro pode pesar mais para uma candidatura do que o marketeiro profissional.
Mesmo alguns líderes tidos como referência ética no meio, acabam cedendo ao assédio do pulpiteiro. A lógica é simples: se a maioria se beneficia disso, por que ficar de fora? Que mal haveria em aceitar uma oferta generosa para apoiar publicamente um candidato?
Ademais, parece mais simples (e conveniente) apontar um candidato, do que ensinar o povo a votar com consciência.
Não é debalde que durante esta época muitas igrejas concluem suas obras, adquirem equipamento novo de som, ou aquela tão sonhada propriedade para a construção do novo templo. É também nesta época que muitos líderes eclesiásticos desfilam de carro novo, ou anunciam à igreja que depois de tanto tempo de trabalho ininterruptos, finalmente sairá em férias com a família logo após os festejos de fim de ano.
O que está em jogo, afinal?
Não é apenas a postura ética que escorre pelo ralo da conveniência. Um candidato capaz de oferecer propina (este é o nome correto) em troca de votos, do que será capaz depois de eleito?
E mais: de onde ele consegue tanto dinheiro para bancar esta compra de votos no atacado? Que grupos estariam por trás de sua candidatura? Que interesses têm?
Portanto, líderes que se rendem (ou se vendem) às propostas destes políticos estão cometendo traição. Traem seu povo, sua consciência, seus votos ministeriais, e o pior, seu Deus.
Deveriam ler atentamente a advertência proferida pelos lábios do profeta Isaías:
“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. Isaías 1:23
Está na hora de darmos um basta nesta famigerada prática. Púlpito não é palanque, e igreja não é curral eleitoral, mas aprisco das ovelhas de Cristo.
Pastores, preparem-se para prestar contas ao dono da Igreja. Deus não os terá por inocentes. Portanto, “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade, não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória” (1 Pe. 5:2-4).
Embora reconheçamos a postura antiética e vexatória de muitos líderes no que tange à política, não podemos nos afastar do processo político, mas nos engajar no afã de produzir entre as ovelhas de Cristo uma consciência política sadia e honrosa.
Cidadania celestial e cidadania terrena não são necessariamente excludentes. Como cristãos comprometidos com o futuro da humanidade, precisamos encarnar os valores e princípios do reino de Deus e expressá-los através de nossa conduta no processo político/eleitoral.
Movido exclusivamente por este interesse, resolvemos assumir a responsabilidade pela produção de uma pequena cartilha para os cristãos. Chamamo-la de Cartilha Reinista pelo Voto Consciente, pois não está vinculado a qualquer denominação, e sim aos ideais do Reino de Deus e a sua justiça.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/08/voto-cristao-e-o-voto-consciente.html#ixzz0ylfynd72
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
O propósito da erudição
Soren Kierkegaard
(1813-1855)
A questão é muito simples. A Bíblia é muito simples de se entender. Mas nós, os cristãos, somos uma bando de caloteiros intrigantes. Fingimos ser incapazes de compreendê-la porque sabemos muito bem que, no instante em que compreendermos, estaremos obrigados a agir de acordo com ela. Peque quaisquer palavras do Novo Testamento e deixe tudo o mais de lado exceto o seu empenho pessoal de agir de modo coerente com elas. Meus Deus! - você dirá. - Se eu fizer isto, toda a minha vida estará arruinada. Como poderia dar continuidade à minha vida neste mundo?
Eis, portanto, o verdadeiro propósito da erudição cristã. A erudição cristã é a invenção mais prodigiosa da igreja para se defender da Bíblia, a fim de garantir que poderemos ser bons cristãos sem que a Bíblia se aproxime demais de nós. Quão temível é cair nas mãos do Deus vivo! Sim, mais temível ainda é ficar a sós com o Novo Testamento.
Fonte: [ Soli Deo Gloria ]
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(1813-1855)
A questão é muito simples. A Bíblia é muito simples de se entender. Mas nós, os cristãos, somos uma bando de caloteiros intrigantes. Fingimos ser incapazes de compreendê-la porque sabemos muito bem que, no instante em que compreendermos, estaremos obrigados a agir de acordo com ela. Peque quaisquer palavras do Novo Testamento e deixe tudo o mais de lado exceto o seu empenho pessoal de agir de modo coerente com elas. Meus Deus! - você dirá. - Se eu fizer isto, toda a minha vida estará arruinada. Como poderia dar continuidade à minha vida neste mundo?
Eis, portanto, o verdadeiro propósito da erudição cristã. A erudição cristã é a invenção mais prodigiosa da igreja para se defender da Bíblia, a fim de garantir que poderemos ser bons cristãos sem que a Bíblia se aproxime demais de nós. Quão temível é cair nas mãos do Deus vivo! Sim, mais temível ainda é ficar a sós com o Novo Testamento.
Fonte: [ Soli Deo Gloria ]
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Soren Kierkegaard
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Como a Bíblia pode ser infalível se ela foi escrita por humanos falíveis? Mas, se ela não é infalível, como podemos aceitá-la como a verdade literal?
Não há nenhuma razão pela qual a Bíblia, um livro escrito por seres humanos falíveis, não possa ser infalível. Afinal de contas, mesmos seres humanos falíveis podem fazer coisas certas algumas vezes, e em especial se forem supervisionados por Alguém que é infalível.
Os cristãos não afirmam que os homens que escreveram os livros da Bíblia estavam sempre certos em tudo que disseram ou fizeram. Nós simplesmente acreditamos que a Bíblia está certa quando ela afirma que Deus guiou estes homens em sua tarefa de escrever as Escrituras de modo que o resultado é um livro infalível. O apóstolo Pedro indubitavelmente disse muitas coisas erradas durante sua vida, mas Deus não permitiu que ele cometesse nenhum erro quando ele escreveu suas duas epístolas.
2 Timóteo 3:16 contém a afirmação clássica de que a Bíblia foi produzida por Deus e não por homens:
Toda Escritura é inspirada por Deus, e é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça.
Ryrie explica o conceito de inspiração:
A supervisão divina sobre os autores humanos de modo que, usando suas personalidades individuais, eles compuseram e registraram sem erro a revelação de Deus ao homem nas palavras dos autógrafos originais. (Charles Ryrie, A Survey of Bible Doctrine. Chicago: Moody Press, 1927, p. 38)
Nós não sabemos exatamente como Deus trabalhou para cumprir o seu propósito de nos prover com uma Bíblia totalmente acurada. Mas 2 Pedro 1:21 nos fornece algum esclarecimento:
Nenhuma profecia jamais foi dada por vontade humana, mas homens santos, movidos pelo Espírito Santo, falaram de Deus.
A palavra “movidos” que aparece neste versículo é também usada em Atos 27:15 para descrever a grande tempestade que tirou o navio em que o apóstolo Paulo se encontrava de seu curso no Mediterrâneo. As pessoas no navio podiam passar o tempo como desejassem, seja trabalhando ou se lamentando, mas a tempestade é que determinaria seu destino final. Similarmente, Deus guiou os escritores bíblicos para produzir exatamente a mensagem que ele desejava.
Como posso ter certeza de que a Bíblia está falando a verdade?
Mais informações:
Kenneth Boa, God, I Don't Understand (Wheaton: Victor Books, 1971).
Henry Thiessen, Lectures in Systematic Theology, rev. ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1979).
Autor: Dr. John Bechtle
Copyright © 1996, Eden Communications, Todos os direitos reservados - exceto como notado na página “Usos e Copyright” que granjeia aos usuários da ChristianAnswers.Net direitos generosos de usarem esta página em suas casas, em seu testemunho pessoal, em suas escolas e igrejas.
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Os cristãos não afirmam que os homens que escreveram os livros da Bíblia estavam sempre certos em tudo que disseram ou fizeram. Nós simplesmente acreditamos que a Bíblia está certa quando ela afirma que Deus guiou estes homens em sua tarefa de escrever as Escrituras de modo que o resultado é um livro infalível. O apóstolo Pedro indubitavelmente disse muitas coisas erradas durante sua vida, mas Deus não permitiu que ele cometesse nenhum erro quando ele escreveu suas duas epístolas.
2 Timóteo 3:16 contém a afirmação clássica de que a Bíblia foi produzida por Deus e não por homens:
Toda Escritura é inspirada por Deus, e é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça.
Ryrie explica o conceito de inspiração:
A supervisão divina sobre os autores humanos de modo que, usando suas personalidades individuais, eles compuseram e registraram sem erro a revelação de Deus ao homem nas palavras dos autógrafos originais. (Charles Ryrie, A Survey of Bible Doctrine. Chicago: Moody Press, 1927, p. 38)
Nós não sabemos exatamente como Deus trabalhou para cumprir o seu propósito de nos prover com uma Bíblia totalmente acurada. Mas 2 Pedro 1:21 nos fornece algum esclarecimento:
Nenhuma profecia jamais foi dada por vontade humana, mas homens santos, movidos pelo Espírito Santo, falaram de Deus.
A palavra “movidos” que aparece neste versículo é também usada em Atos 27:15 para descrever a grande tempestade que tirou o navio em que o apóstolo Paulo se encontrava de seu curso no Mediterrâneo. As pessoas no navio podiam passar o tempo como desejassem, seja trabalhando ou se lamentando, mas a tempestade é que determinaria seu destino final. Similarmente, Deus guiou os escritores bíblicos para produzir exatamente a mensagem que ele desejava.
Como posso ter certeza de que a Bíblia está falando a verdade?
Mais informações:
Kenneth Boa, God, I Don't Understand (Wheaton: Victor Books, 1971).
Henry Thiessen, Lectures in Systematic Theology, rev. ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1979).
Autor: Dr. John Bechtle
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Luciano Ferrari
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sustança das antigas
Você não está satisfeito com sua bíblia? Não suporta as traduções na linguagem de hoje, NVI, Rocha etc.Gostaria de uma versão mais fiel?Que tal a bíblia mais antiga do mundo?
Codex Sinaiticus Traduzindo: Livro do Sinai, escrita no século IV.
E o melhor de tudo é que você pode ler cada pagina no site codexsinaiticus.org você encontra os textos originais (num estilo de navegação meio google earth), e a tradução em Inglês de cada verso.
O que você acha das bíblias na linguagem de hoje? Elas facilitam o acesso da palavra, ou deturpam o sentido original?
Comente, se comunique, queremos te ouvir!
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Luciano Ferrari
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