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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ph.D. - Pizza Home Delivery



O reitor da Faculdade de Educação Teológica de São Paulo, Dr. Lawton Gomes, entrega ao Pastor Marco Feliciano o diploma de Doutor em Filosofia Cristã - PHD (por correspondência).

Fala sério! Curso de bacharelado instantâneo por quinhentão e por aí vai...

Fonte: FACULDADE TEOLÓGICA DE SÃO PAULO

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ex-presidente Carter deixa Convenção Batista

"Discriminação e abuso erroneamente apoiados por doutrina estão danificando a sociedade", argumenta o ex-presidente Americano.

Jimmy Carter

The Observer, Domingo, 12 de Julho de 2009

“Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. “ (Artigo II, Declaração Universal dos Direitos Humanos)

“Desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.” Gálatas 3.28

Eu tenho sido um Cristão praticante toda a minha vida e um diácono e um professor da Bíblia por muitos anos. Minha fé é uma fonte de força e conforto para mim, assim como crenças religiosas são para centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Então minha decisão de cortar meus laços com a Convenção Batista do Sul [dos Estados Unidos] depois de seis décadas foi dolorosa e difícil. Foi, contudo, uma decisão inevitável, quando os líderes da convenção, citando alguns poucos versos bíblicos selecionados cuidadosamente e reivindicando que Eva foi criada ocupando segundo lugar depois de Adão e foi responsável pelo pecado original, mandaram que mulheres sejam “subservientes” a seus maridos e proibidas de servir como diáconas, pastoras ou capelães no serviço militar. Isto estava em conflito com minha crença – confirmada nas escrituras sagradas – de que nós todos somos iguais aos olhos de Deus.

Esta visão de que mulheres são de alguma forma inferiores aos homens não está restrita a uma religião ou crença. Está muito difundida. Mulheres são impedidas de exercer um papel total e igual em muitas fés.

Tragicamente, sua influência não pára nas paredes das igrejas, mesquitas, sinagogas ou templos. Esta discriminação, atribuída a uma Autoridade Suprema injustificadamente, proveu uma razão ou desculpa para a depravação dos direitos igualitários das mulheres ao redor do mundo por séculos. As interpretações masculinas de textos religiosos e a forma com que elas interagem e reforçam práticas tradicionais justificam alguns dos exemplos mais patentes, persistentes, flagrantes e danosos de abusos de direitos humanos.

Mais repugnante, a crença de que mulheres devem ser subjugadas aos desejos de homens escusa a escravidão, violência, prostituição forçada, mutilação genital e leis nacionais que omitem estupro como crime. Mas também custa para muitos milhões de meninas e mulheres o controle de seus próprios corpos e vidas, e continua a negar-lhes acesso justo a educação, saúde, emprego e influência dentro de suas próprias comunidades.

O impacto dessas crenças religiosas toca todos aspectos de nossas vidas. Elas ajudam a explicar porque em vários países meninos são educados antes de meninas; porque dizem às meninas quando e com quem elas devem casar; e porque muitas se deparam diante de riscos enormes e inaceitáveis na gravidez e parto porque suas necessidades básicas de saúde não são supridas.

Em algumas nações islâmicas, mulheres são restritas em seus movimentos, punidas por permitir a exposição de um braço ou tornozelo, privadas de educação, proibidas de dirigir um carro ou competir com homens para um trabalho. Se uma mulher for estuprada, ela é frequentemente punida o mais severamente possível como a parte culpada no crime.

O mesmo pensamento discriminatório está por trás da constante distância entre gêneros em salários e do motivo pelo qual ainda há tão poucas mulheres políticas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Esse preconceito está profundamente enraizado nas nossas histórias, mas seu impacto é sentido todos os dias. Não são somente mulheres e meninas que sofrem. Ele danifica todos nós. A evidência mostra que investir em mulheres e meninas produz benefícios substanciais para todos na sociedade. Uma mulher educadas tem crianças mais saudáveis. Há mais chance de ela mandá-los para a escola. Ela ganha mais e investe o que ganha na sua família.

É simplesmente uma derrota a si mesma qualquer comunidade discriminar contra metade da sua população. Nós precisamos mudar essas atitudes e práticas que servem a si próprias e antiquadas – como estamos vendo no Irã onde mulheres estão na linha de frente da batalha pela democracia e liberdade.

Eu entendo, contudo, porque muitos líderes políticos podem relutar em pisar nesse campo minado. Religião e tradição são áreas poderosas e sensíveis para desafiar.

Mas meus colegas Anciãos e eu, que viemos de várias fés e históricos, não precisamos mais nos preocuparmos com ganhar votos ou evitar controvérsias – e nós estamos profundamente comprometidos em desafiar a injustiça aonde quer que a vejamos.

Os Anciãos decidiram chamar a atenção em particular para a responsabilidade dos líderes religiosos e tradicionais de garantir igualdade e direitos humanos. Recentemente publicamos uma declaração que afirma: “A justificativa da discriminação contra mulheres e meninas baseada em religião ou tradição, como se fosse prescrita por uma Autoridade Superior, é inaceitável.”

Nós estamos conclamando todos líderes a desafiar e a mudar os ensinos e práticas danosos, não importando quão entranhados, os quais justificam a discriminação contra mulheres. Nós pedimos, em particular, que líderes de todas as religiões tenham a coragem de reconhecer e enfatizar as mensagens positivas de dignidade e igualdade que todas as grandes fés do mundo compartilham.

Embora não tenha estudo em religião ou teologia, eu entendo que os versos cuidadosamente selecionados encontrados nas escrituras sagradas para justificar a superioridade dos homens se devem mais ao tempo e ao lugar – e à determinação de líderes masculinos que mantêm sua influência – do que a verdades eternas. Trechos bíblicos similares poderiam ser achados para apoiar a escravatura e o consentimento tímido a ditadores opressivos.

Ao mesmo tempo, estou também familiarizado com as descrições vívidas nas mesmas escrituras nas quais mulheres são reverenciadas como líderes proeminentes. Durante os anos da igreja Cristã primitiva as mulheres serviram como diaconisas, pastoras, bispas, apóstolas, professoras e profetisas. Foi só no quarto século que os líderes Cristãos dominantes, todos homens, torceram e distorceram as escrituras sagradas para perpetuar seus cargos superiores dentro da hierarquia religiosa.

Eu sei, também, que Billy Graham, um dos Cristãos mais amplamente respeitados e reverenciados durante meu tempo, não entendeu porque mulheres foram proibidas de serem pastoras e pregadoras. Ele disse: “Mulheres pregam ao redor do mundo inteiro. Não me incomoda, de acordo com meus estudos das escrituras.”

A verdade é que os líderes religiosos masculinos tiveram – e ainda têm – uma opção de interpretar os ensinos sagrados ou para exaltar ou para subjugar mulheres. Eles escolheram, para seus próprios fins egoístas, predominantemente esta.

Sua escolha contínua fornece o fundamento ou a justificativa para grande parte da perseguição dominante e do abuso de mulheres ao redor do mundo. Isto está em violação clara não somente da Declaração Universal de Direitos Humanos mas também dos ensinos de Jesus Cristo, do Apóstolo Paulo, de Moisés e dos profetas, de Maomé, e dos fundadores de outras grandes religiões – todos os quais conclamaram o tratamento próprio e igualitário de todas as crianças de Deus. Chegou a hora de termos a coragem de desafiar essas visões.

Jimmy Carter foi presidente dos Estados Unidos de 1977 a 1981. Os Anciãos (Elders) são um grupo independente de líderes globais eminentes, agrupados por Nelson Mandela, que oferecem suas influências e experiências para apoiar a construção da paz, ajudar a lidar com as principais causas de sofrimento humano e a promover interesses comuns da humanidade.
"

Fonte: The Observer, Inglaterra

Tradução: Gustavo K-fé Frederico

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O RA-TIM-BUM, verdade ou mito da internet?

Está correndo como rastro de fogo pela internet o e-mail transcrito abaixo que disserta sobre o RA-TIM-BUM presente no velho e conhecido "Parabéns a você" cantado em nas festas de aniversário no Brasil. Eis o texto:

RATIMBUM


É uma palavra mágica usada pelos magos pérsias na Idade Média. Em rituais satânicos, elas eram pronunciadas assim e ao contrário fazendo o mestres dos magos surgir das cinzas e realizar os desejos de quem os proclamou.

Por muito tempo cantamos inocentemente um "parabéns" pra alguém que está aniversariando. Mas até aqui tudo bem.

O que muitos não sabem é que depois da música vem um tal de ratimbum
(isso significa: eu amaldiçôo você) muitos não sabem, mas os demônios se divertem em muitas festas até cristãs.
Esse ratimbum é pronunciado até para os pastores e devemos tomar cuidado porque é essa mesma a finalidade do maligno.
Muitos não sabem porque acontecem tantas coisas misteriosas depois de uma simples festa de aniversário.
Deixo aqui o meu alerta a todos os que lêem essa mensagem porque a obra do maligno é essa: festejar a ruína do homem.
Existiu até certo tempo um programa infantil numa determinada emissora de TV (castelo ratimbum) que significa "castelo da maldição".
Como podemos cantar felicitando uma pessoa e depois amaldiçoá-la? Irmãos tomemos muito cuidado. Passem isso adiante.


Que Deus nos guarde!


Detalhe que depois de dizer ratimbum, se pronúncia o nome do aniversariante várias vezes...
Vamos nos atentar para isso irmãos.

Alguns irmãos, inclusive eu, pesquisaram sobre o assunto a fim de que não se espalhem males entendidos no meio do povo de Deus. O mais completo e sintético estudo nos foi passado pelo irmão Gustavo Serafim, suas palavras estão a seguir:

Mais abismado do que com a criatividade em se criar "lendas urbanas" as vezes até com supostas "fontes" eu fico é pasmo de ver como essa combinação crentes + internet + lendas tomam proporções absurdas.

Tenho a felicidade de ter nascido em um lar evangélico e de ter acesso a internet já a bastante tempo. Com isso, e mais uma certa curiosidade em conferir a veracidade das coisas que circulam na net (o mínimo que todos deveriam fazer) resolvi escrever sobre o assunto.


Pra variar um pouquinho, nada que comprove esta teoria do RÁ-TIM-BUM significar maldição, os textos que fazem referência a esse fato carecem de informações básicas tais como: livro extraído, data de publicação etc. ou seja, não são fontes confiáveis.

Mais uma coisa, se essa é uma palavra de encantamento dos Druidas Celtas porque só existe no Brasil?

Bem, segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, a palavra RATIMBUM é uma onomatopéia, é a imitação de um som. Neste caso o som emitido por uma bandinha de circo ou uma fanfarra quando quer chamar a atenção sobre uma finalização de uma apresentação. A caixa faz TARARÁ!, os pratos fazem TIM!, e o bumbo faz BUM! - TARARÁ TIM BUM, para tornar a palavra mais curta e fácil de falar elipsaram o TARA... e ficou só o RÀ, RA-TIM-BUM, com três sílabas de bom efeito sonoro.

Além disso, existe também uma teoria bem interessante e bem aceita no meio acadêmico como você pode conferir na Revista FAPESP (http://www.revistapesquisa.fapesp.br/Suplemento_USP_70_anos.pdf) que o bordão "é pique, é pique, é hora, é hora, é hora, rá-tim-bum", incorporado no Brasil ao Parabéns a você, é uma colagem de bordões dos pândegos estudantes das Arcadas da década de 1930. "É pique, é pique" era uma saudação ao estudante Ubirajara Martins, conhecido como "pic-pic" porque vivia com uma tesourinha aparando a barba e o bigode pontiagudo. "É hora, é hora" era um grito de guerra de botequim. Nos bares, os estudantes eram obrigados a aguardar meia hora por uma nova rodada de cerveja – era o tempo necessário para a bebida refrigerar em barras de gelo. Quando dava o tempo, eles gritavam: "É meia hora, é hora, é hora, é hora" . "Rá-tim-bum", por incrível que pareça, refere-se a um rajá indiano chamado Timbum, ou coisa parecida, que visitou a faculdade – e cativou os estudantes com a sonoridade de seu nome. O amontoado de bordões ecoava nas mesas do restaurante Ponto Chic, com um formato um pouco diferente do que se conhece hoje: "Pic-pic, pic-pic; meia hora, é hora, é hora, é hora; rá,já, tim, bum" . Como isso foi parar no Parabéns a você? "Os estudantes costumavam ser convidados a animar e prestigiar festas de aniversário. E desfiavam seus hinos", conta o atual diretor da faculdade, Eduardo Marchi, de 44 anos, que relembrou a curiosidade em seu discurso de posse, dois anos atrás.

De qualquer forma este tipo de "criação" sempre vai existir, acreditem que tem um igreja de uma cidade vizinha aqui que trocou o parabéns por vembens porque você está "profetizando" pra parar os bens para a pessoa!! Aí, como diz meu pai, tenha a santa paciência, viu!

Provérbios 26:2 - "Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra pouso"

Até a próxima!

Gustavo Serafim

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Servir a Deus é isso?


SERVIR A DEUS é sacrificar o seu lazer semanal do domingo para durante uma ou duas horas discutir o sexo dos anjos e outros assuntos afins?

SERVIR A DEUS é imbuir-se de um inflamável espírito de triunfalismo que não admite derrotas e desilusões, como se o viver fosse a própria negação do sofrimento?

SERVIR A DEUS é não questionar nada que vá de encontro às “verdades espirituais” preconizadas pela sua instituição religiosa?

SERVIR A DEUS é estar diuturnamente preocupado em ganhar o mundo para Cristo, esquecendo os cuidados básicos com os seus, em seu próprio lar?
SERVIR A DEUS é construir templos suntuosos e colocar líderes impecavelmente vestidos em seus ornamentados púlpitos “cristãos”, para serem vistos como intocáveis e irrepreensíveis oráculos do reino dos céus?

SERVIR A DEUS é mostrar cada vez mais ostentação e riqueza à medida que a igreja cresce numericamente?
SERVIR A DEUS é ter muita cautela para não estabelecer com o seu Pastor uma relação espontânea de amizade e afeto, para que ele não o reprove nem o censure?

SERVIR A DEUS é se martirizar dia a dia, mascarando a sua própria individualidade, numa tentativa inócua de exteriormente, identificar-se com o seu líder?

SERVIR A DEUS é infundir medo nos corações das pessoas, para que elas se rendam e fiquem passivamente aprisionadas entre as quatro paredes “sagradas” do templo?

SERVIR A DEUS é vender planos pessoais de salvação em prestações suaves e módicas com juros supostamente menores que os de mercado?
SERVIR A DEUS é dizer para a criança que se ela não se comportar decentemente na igreja, Jesus fica triste e o Diabo alegre?

SERVIR A DEUS é trocar a estrutura familiar opressiva por um sistema religioso que desumaniza em vez de humanizar?
SERVIR A DEUS é torcer pela igreja como quem torce por um time de futebol, onde o que mais interessa é a vitória, mesmo com gol roubado pelo juiz da partida?

SERVIR A DEUS é abdicar da liberdade de discordar, a fim de manter uma relação de amizade aparente com o seu líder?

SERVIR A DEUS é nunca tentar fugir dos padrões convencionais do culto evangélico pasteurizado?
SERVIR A DEUS é ter todo o seu tempo dedicado ao cumprimento das obrigações eclesiásticas?

SERVIR A DEUS é se imiscuir no meio de multidões ruidosas em passeatas para Cristo, sem atentar que o que elas mais almejam é demonstrar o “poder político” de suas instituições eclesiásticas?

SERVIR A DEUS é buscar apaixonadamente a hegemonia de sua igreja, mesmo que para atingir este objetivo, tenha que falar mal das outras denominações?

SERVIR A DEUS é um investimento que fazemos com muito suor e sacrifício, no intuito de lá na frente, recebermos uma grandiosa recompensa?

SERVIR A DEUS é fazer amigos com as riquezas adquiridas de maneira suja, para depois de lavá-las, serem trazidas ao altar, com o rótulo falso de “dinheiro purificado?
SERVIR A DEUS é fazer parte de uma engrenagem que para manter a coesão do grupo se faz necessário adiar por tempo indeterminado o amadurecimento pessoal?

SERVIR A DEUS é deixar de desfrutar as delícias que Ele nos deixou aqui na terra, em troca de uma castradora e violenta religiosidade?

SERVIR A DEUS é combater compulsivamente os erros dos outros, e fechar os olhos para os demônios que habitam dentro de nós?

Ao responder com um SIM as perguntas acima, o leitor estará simplesmente concordando que, SERVIR A DEUS é prendê-Lo nos limites estreitos de uma instituição, instituição essa, que à maneira de um asilo, oferece guarida a nossa loucura de pensar que podemos definir o indefinível, de pensar que podemos reduzir ou conceituar o indecifrável, de pensar que podemos mensurar ou fixar conceitos e regras sobre um Deus que é indizível e que está em pleno e puro movimento.

E assim, como doentes mentais que perderam a maravilhosa capacidade de pensar, vamos perecendo pela vida afora. Vamos perecendo, ao permitir que outros pensem por nós, guiando-nos aleatoriamente nas densas trevas da ignorância.

Há um ditado popular que expressa uma cruel realidade, ao afirmar que a Bíblia do protestante cheira a “sovaco” por estar sempre debaixo da axila direita; ao passo que a do católico cheira a “mofo”, por estar sempre posta num oratório, eternamente aberta em um dos capítulos do livro de Salmos.

Uma interessante passagem do livro de Isaias (730 AC) reflete com todas as letras o estágio em que nos encontramos hoje, senão vejamos:

“...Dá-se o livro ao que não sabe ler dizendo: Por favor, lê isto; e ele dirá: Não sei ler. Diz o Senhor: Este povo se aproxima de mim com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim. O seu temor para Comigo consiste só em mandamentos de homens, em coisa aprendida por rotina”. ( Isaias 29; 12 e 13)
Que pena! Depois de decorridos tantos anos, se faz necessário evocar uma frase emblemática dita pelo profeta Oseias (700 AC) cujo eco, ainda hoje, continua a bater forte nas paredes resistentes de muitos corações: “O meu povo padece por falta de conhecimento”.

Por Levi B. Santos
Blog: Ensaios e Prosas

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Amor pelo Prazer

Deveria ser entendido, desde o início, que o prazer tem seu lugar certo na vida. No entanto, surgem problemas quando é dado mais importância para uma pessoa da vida cotidiana do que o que é correto e admissível.

As pessoas que são viciadas em pornografia são verdadeiros amantes do prazer. Na verdade, é impossível para um viciado em pornografia não ter amor pelo prazer.

Tornar prazer o aspecto mais importante da vida poderia ser comparada a uma adolescente que acha que pode viver em bares e boates. Verdade, ela não vai cair morta, dentro de alguns dias, por causa de tal dieta pouco saudável, mas a sua qualidade de vida vai ser gravemente prejudicada. A constante ingestão de açúcar vai gradativamente causar podridão em seus dentes, empobrecem o seu nível global de energia e podem mesmo conduzir a uma coisa séria, como a diabetes. Pior que isso, substituindo alimentos saudáveis por doces, o seu corpo não vai receber a alimentação que é necessária para afastar doenças e sustentar a vida. Sem dúvida, o resultado deste estilo de vida seria uma vida doente e uma morte prematura.

Da mesma forma, as experiências agradáveis são destinadas a serem a “sobremesa” da vida. Mantendo na perspectiva correta, a vida é equilibrada pelos pontos principais da dieta saudável: espírito de oração, leitura bíblica, presença na igreja, atos de bondade, dar dízimos e ofertas, e assim por diante. No entanto, quando a gratificação torna-se o principal ponto da existência, assim como as podridões de uma pessoa da vida espiritual, ela acaba também vomitando tudo o que é saudável.

Jesus disse que o amor pelo prazer faz com que os frutos não amadureçam (Lucas 8:14). Tiago disse que por causa do amor pelos prazeres é que não recebemos nada, porque queremos apenas os nossos prazeres (Tiago 4:1-3). O escritor de Hebreus disse que preferiria ser maltratado a se entregar aos prazeres do pecado (Hebreus 11:25). O apóstolo Paulo falou daqueles que são “escravos dos prazeres e paixões” (Tito 3:3).

Embora essas passagens sejam bem profundas, as palavras proféticas de Paulo em II Timóteo 3:4-5 são mais alarmantes. Lá o apóstolo fala dos últimos dias onde teriam alguns que amariam mais os prazeres do que a Deus.

A decepcionante verdade é que quando alguém procura prazer, o mesmo torna-se o principal na vida da pessoa e o amor de Deus fica distante. João expressa algo semelhante quando ele disse: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Tudo o que está no mundo, a luxúria da carne, os olhares impuros ou algum orgulho de vida, não é do Pai, mas sim do mundo.” (1 João 2:15 b-16)

Tudo está falando do mesmo fenômeno espiritual: o desejo por prazeres mundanos anula a habilidade de estar em um verdadeiro relacionamento com Deus.

A forma de “bonzinho” pode parecer intacta, mas, na realidade, a vida espiritual da pessoa se torna dependente desse estilo de vida.

A Pornografia é extremamente viciante devido ao intenso prazer que ela proporciona. No entanto, aqueles que têm experimentado dela podem estar atentos para o fato dela proporcionar um prazer temporário. Em longo prazo algumas das conseqüências são a perda da própria saúde e vitalidade espiritual.

Não há como ter uma intimidade com Deus vivendo dependente dos prazeres e da pornografia.

Por Steve Gallagher

Fonte: Sexxxchurch.com