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terça-feira, 15 de maio de 2012

Volta da tribo perdida de Israel seria cumprimento de profecia bíblica Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/05/volta-da-tribo-perdida-de-israel-seria.html#ixzz1uyf4V6hq Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike


Etnia judia que vive na Índia seria descendente do patriarca José

 
Depois de uma parada de cinco anos no fluxo de imigração, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu permissão para uma comunidade de cidadãos indianos mudarem-se para o Estado judeu.

Acredita-se que eles são uma das “tribos perdidas de Israel”. “Tivemos um grande avanço, e graças a Deus, a Aliya [a imigração para Israel] está certo que recomeça neste verão. Esperamos e oramos para que o primeiro grupo de 50 famílias, ou cerca de 250-300 imigrantes Bnei Menashe, virá para Israel até o final de agosto”, disse Michael Freund, presidente da Shavei Israel, fundação que está por trás da iniciativa.

A Shavei, com sede em Jerusalém, espera trazer para o Estado judaico todos os 7.000 cidadãos indianos restantes que acreditam ser os Bnei Menashe, descendentes de Manassés, filho do patriarca bíblico José e neto de Jacó.

A organização liderada por Freund ajudou a facilitar a imigração de mais de 1.700 Bnei Menashe no passado, sempre com o apoio dos governos israelenses. Até que em 2007, o primeiro-ministro Ehud Olmert interrompeu o processo, que somente agora está sendo retomado.

O plano da Shavei é levar essas 50 famílias Bnei Menashe para Israel como turistas, seguindo o acordo com o Ministério do Interior. Após desembarcarem no país, os Bnei Menashe se converterão oficialmente ao Judaísmo, ganhando assim a cidadania israelense. 




Esse era o procedimento adotado em anos passados, mas alguns funcionários de ministérios israelenses se recusam a conceder permissão para que o restante desse grupo que ainda está na Índia viaje com esse propósito.Para suavizar o processo, Freund espera contar novamente com a ajuda do chefe do rabinato de Israel, que voou para a Índia em 2005 para converter os membros da Bnei Menashe. Esse processo foi interrompido no ano passado pela Índia.

O que se sabe no momento é que os membros da “tribo perdida” vivem nos Estados indianos de Manipur e Mizoram. Eles dizem que foram exilados de Israel há mais de 2.700 anos atrás pelo império assírio. De acordo com a tradição oral judaica, a tribo Bnei Menashe foi exilada de Israel e empurrada para o Extremo Oriente, se estabelecendo nas regiões fronteiriças da China e da Índia, onde permanecem até hoje. 

A maioria manteve aspectos culturais semelhantes à tradição judaica, incluindo a observação do Shabat [sábado sagrado], as leis do Kosher [alimentos permitidos], praticando a circuncisão dos meninos recém-nascidos no oitavo dia e as leis de “pureza familiar”.

Na década de 1950, milhares de Bnei Menashe disseram que partiriam a pé para Israel, mas foram rapidamente interrompidos pelas autoridades indianas. Desde então, começaram a praticar o judaísmo ortodoxo e se comprometeram em manter suas tradições judaicas. Hoje, frequentam centros comunitários na Índia estabelecidos pela Shavei Israel onde aprendem mais sobre a religião judaica e hebraico moderno.

Freund acredita que a imigração dos Bnei Menashe é o cumprimento da profecia bíblica de Isaías 43:5-7, que afirma: “Não tenha medo, pois eu estou com você, do oriente trarei seus filhos e do ocidente ajuntarei você. Direi ao norte ‘Entregue-os! ’ e ao sul ‘Não os retenha’.

De longe tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas; todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz”. 

“Acho que este é um projeto histórico”, acrescentou. “É o fechamento de um círculo na história. É o retorno de uma tribo perdida de Israel depois de 27 séculos de exílio. É um cumprimento da profecia bíblica diante de nossos olhos”.


Traduzido e adaptado de WND
De Jarbas Aragão
Fonte: Gospel Prime


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Babilônia na Profecia Bíblica

Por Thomas Ice

“Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo” (Ap 18.10).

A guerra no Iraque – a antiga Babilônia – tem ocupado as manchetes nos últimos anos. Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre o papel a ser desempenhado pela Babilônia no futuro? A Babilônia mencionada na Bíblia tem alguma relação com o Iraque de nossos dias?

Essas questões podem ser solucionadas respondendo à seguinte pergunta: todas as referências bíblicas à Babilônia devem ser interpretadas literalmente ou não? Eu creio que sim. O Dr. Charles Dyer declara:

A Bíblia menciona o termo Babilônia mais de duzentas e oitenta vezes, e muitas dessas referências dizem respeito à futura cidade de Babilônia que será edificada na areia fina do atual deserto.[1]

Na verdade, depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais citada em toda a Bíblia. Mas qual será o seu destino profético? Para entendermos esse assunto de maneira adequada, precisamos iniciar a nossa viagem explorando o passado da Babilônia, já que os fatos relacionados ao seu nascimento prestam auxílio no esclarecimento de seu papel futuro.

O Passado de Babilônia
A antiga cidade de Babilônia começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e contra a Sua ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1b). Portanto, o reinado humano começou na Babilônia com uma rebelião clara e evidente contra Deus. O Senhor interveio e espalhou a humanidade rebelde confundindo seus idiomas. O nome “Babel” foi dado à cidade de Ninrode, por causa da sentença de Deus sobre seus habitantes (Gn 11.1-9). O Dr. Dyer explica:

Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder. Babilônia, a cidade feita por homens, que tenta se elevar até o céu, foi construída em direta oposição ao plano de Deus.[2]


Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder.



A Babilônia estava novamente em primeiro plano no sexto século antes de Cristo[3] quando Deus enviou o Reino do Sul de Israel (Judá) para os setenta anos de cativeiro. Foi nessa época que Daniel recebeu de Deus muitas de suas visões proféticas. Nessas revelações, a Babilônia foi o primeiro dos quatro grandes impérios que se levantaram durante os “tempos dos gentios” (Dn 2 e 7). A história revela que a Babilônia sofreu um declínio até o segundo século depois de Cristo, quando ficou deserta. Essa cidade soterrada sob as areias do tempo durante os últimos mil e setecentos anos recomeçou sua ascensão no século passado. Espere mais um pouco e você verá a Babilônia tornando-se uma força religiosa, comercial e politicamente dominante no mundo, pois os capítulos 17 e 18 de Apocalipse predizem sua destruição, mas, para ser a cidade que essas profecias projetam, Babilônia precisa ser reconstruída em grande escala, voltando a ser como nos dias de Nabucodonosor.

O Futuro de Babilônia
Como a Babilônia desempenhou um importante papel no passado, também já está agendado por Deus – segundo foi revelado na profecia – que ela desempenhará um papel central no futuro. Ela se tornará, provavelmente, a capital do Anticristo durante os futuros sete anos de tribulação, conforme retratado na série de ficção Deixados para Trás de Tim LaHaye e Jerry Jenkins.

A Babilônia foi a cidade mais importante do mundo por quase 2000 anos, e a Bíblia nos diz que será reerguida e colocada no palco mundial do fim dos tempos para representar um papel de destaque (Ap 14.8; Ap 16.19; Ap 17 e Ap 18). A profecia referente ao final dos tempos exige que a Babilônia seja reconstruída e se torne uma cidade importante aos interesses mundiais durante a Tribulação. O texto de Isaías 13.19 diz: “Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”. O contexto de Isaías 13 é “o Dia do Senhor”, expressão mais utilizada no Antigo Testamento para o termo largamente conhecido como “Tribulação”. Além disso, no passado a Babilônia foi conquistada por outros povos mas nunca foi destruída num cataclismo (ou seja, “como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou”). Atualmente a [região de] Babilônia tem aproximadamente 250.000 habitantes. O texto de Apocalipse 18.16,19 fala de uma súbita destruição pela mão de Deus: “Ai! Ai! da grande cidade,... porque, em uma só hora, foi devastada!” O Dr. Arnold Fruchtenbaum declara:

As profecias referentes à cidade de Babilônia nunca se cumpriram no passado, o que qualquer enciclopédia pode testificar. Para que as profecias bíblicas se cumpram, é necessário que a cidade de Babilônia seja reconstruída na mesma área de outrora. A antiga Babilônia é o atual Iraque.[4]

A Babilônia tem um importante papel na história futura, mas será totalmente destruída num determinado momento ainda por vir.

Em Apocalipse 17-18 Babilônia é citada como sendo a fonte da religião, do governo, e da economia ímpios. Todos os aspectos injustos da sociedade do fim dos tempos são, finalmente, derivados de uma fonte babilônica. O verdadeiro caráter de Babilônia é revelado a João em Apocalipse 17.5 como um mistério assim descrito:

“BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.

Como a mãe de todas as religiões falsas, Babilônia é a fonte onde nasce o falso cristianismo de nossos dias e, certamente, durante a Tribulação. Todas as correntes do cristianismo apóstata – catolicismo romano, as igrejas ortodoxas do Oriente e o protestantismo liberal – vão convergir na Babilônia eclesiástica (Ap 17) durante a Tribulação. O Dr. Dyer nos informa:

...em Apocalipse 17 João descreve a visão em duas partes. A primeira parte fala de uma mulher identificada como Babilônia. Simboliza uma cidade de extrema riqueza que controla – “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17.15). Ela é literalmente a cidade de Babilônia reconstruída.[5]

Esses povos, multidões, nações e línguas vão continuar sua tarefa de enganar, mas sofrerão o juízo de Deus durante e no final da Tribulação. Encontramos o mesmo parecer sobre Babilônia e a descrição de um destino semelhante em Apocalipse 18 referindo-se à Babilônia comercial.

Uma Babilônia Literal
Ao longo da história da Igreja, grande parte dos intérpretes da Bíblia pensava que essa Babilônia fosse um tipo de palavra-código referente a alguma entidade como o Império Romano, o catolicismo romano, o cristianismo apóstata ou mesmo os Estados Unidos ou a Inglaterra. Entretanto, creio que, assim como o termo “Israel” na Bíblia sempre se refere a Israel, o termo “Babilônia” sempre se refere à Babilônia.


Como a mãe de todas as religiões falsas, Babilônia é a fonte onde nasce o falso cristianismo de nossos dias e, certamente, durante a Tribulação. Todas as correntes do cristianismo apóstata – catolicismo romano, as igrejas ortodoxas do Oriente e o protestantismo liberal – vão convergir na Babilônia eclesiástica (Ap 17) durante a Tribulação.



Em primeiro lugar, creio que o livro de Apocalipse é uma grande estação central para onde convergem todas as profecias bíblicas referentes ao futuro. O Dr. Fruchtenbaum explica esse fato da seguinte maneira:

As profecias do Antigo Testamento estão espalhadas pelos livros de Moisés, de vários profetas e pelos livros históricos. Seria impossível desenvolver qualquer seqüência cronológica dos eventos mencionados nessas profecias. O valor do livro de Apocalipse não está no fato de oferecer novas informações, mas em ordenar as profecias do Antigo Testamento em seqüência cronológica, possibilitando determinar a ordem dos eventos.[6]

Quando se estuda o que Deus declara acerca da Babilônia no livro de Apocalipse, obviamente vemos que essas profecias não se cumpriram em acontecimentos passados e, portanto, terão seu cumprimento em eventos futuros. Os capítulos 17 e 18 de Apocalipse, que falam sobre a Babilônia, fazem muitas alusões a ela citando profecias do Antigo Testamento como Isaías 13 e 14, Jeremias 50 e 51 e Zacarias 5.5-11.[7] A única interpretação plausível para um literalista é que as referências são à “Babilônia às margens do Eufrates”.[8] O Dr. Robert Thomas prossegue, dizendo:

...no dia vindouro, predito nas páginas dessa profecia, essa cidade se tornará o foco central de todo o sistema religioso que se opõe decididamente à verdade da fé cristã. O sistema religioso prosperará durante algum tempo, exercendo influência sobre as instituições comerciais e políticas de sua época, até que a Besta e os dez reis determinem que esse sistema já não tem qualquer utilidade para seus propósitos. Eles, então, o desmantelarão.[9]

A Babilônia de Apocalipse é literal e, por conseguinte, as profecias a seu respeito hão de se cumprir literalmente no futuro, talvez em um futuro próximo.

Uma “Exegese de Jornal”?
Os preteristas, como Gary DeMar, por exemplo, zombam da perspectiva de voltar a existir uma Babilônia reconstruída no futuro e desempenhando um papel na profecia do fim dos tempos. “Será que deveríamos esperar uma reconstituição de Babilônia no futuro, tendo por base os eventos descritos no livro de Apocalipse?”, pergunta DeMar. “A Babilônia de Apocalipse é a mesma Babilônia do Antigo Testamento?... De jeito nenhum”.[10] DeMar acredita que aqueles que vêem uma correlação entre os eventos atuais e a preparação feita por Deus para o futuro período de Tribulação estão desenvolvendo uma “exegese de jornal”. Diz ele que estamos “lendo a Bíblia pela lente dos acontecimentos atuais”.[11] Porém, eu argumento que ocorre exatamente o contrário.


A única interpretação plausível para um literalista é que as referências são à “Babilônia às margens do Eufrates”. Na foto: uma vista do Rio Eufrates a partir da represa de Hadithah.



Os intérpretes literalistas da Bíblia há muito tempo têm ensinado que Israel deve retornar à sua terra antes da Tribulação, fundamentados na sua compreensão do cronograma profético. Isso aconteceu com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948. Os judeus estão de volta à sua terra e posicionados para cumprir o seu destino quando a Tribulação começar. No passado, antes de 1948, os intérpretes literalistas não se baseavam naquilo que os jornais diziam para crer no que a Bíblia profetizava. Pelo contrário, eles criam que Israel seria restaurado porque a Bíblia assim o dizia. O que realmente acontece é que Deus está cumprindo Suas profecias perante um mundo observador e os jornais apenas relatam os fatos. Se a convicção de que Deus cumpre o que diz tivesse sido uma espécie de “exegese de jornal”, antes de 1948 não teríamos começado a proclamar a nossa certeza de que Israel seria restabelecido. Contrariando essa “exegese de jornal”, os estudiosos da Bíblia já proclamavam o retorno de Israel à sua terra como um evento futuro centenas de anos antes que ocorresse.

Por semelhante modo, estudiosos da profecia também têm ensinado, há muitos anos, que haverá um ressurgimento do Império Romano e que a cidade de Babilônia será reconstruída, já que essas entidades desempenharão um papel específico durante o futuro período da Grande Tribulação. Antes que Saddam Hussein subisse ao poder, Charles Dyer concluiu a sua tese de mestrado no Seminário Teológico de Dallas (em maio de 1979) falando da futura reconstrução de Babilônia. Bem antes de seu tempo, um significativo grupo de estudiosos da Bíblia argumentava “em alto e bom som” que a Bíblia prediz uma futura reconstrução da cidade de Babilônia às margens do Rio Eufrates [ou seja, a idéia de uma Babilônia reconstruída não é tão nova].

Em minha biblioteca limitada encontrei uma porção de autores que, baseados em Apocalipse 17 e 18, ensinaram a respeito de uma futura Babilônia. Nesse grupo estão incluídos: B. W. Newton (1853),[12] G. H. Pember (1888),[13] J. A. Seiss (1900),[14] Clarence Larkin (1918),[15] Robert Govett (1920),[16] E. W. Bullinger (1930),[17] William R. Newell (1935),[18] F. C. Jenings (1937),[19] David L. Cooper (1942)[20] e G. H. Lang (1945).[21] Tenho certeza que muitos outros poderiam ser acrescentados a essa lista.

Conclusão
Visto que uma Babilônia literal terá uma função na Tribulação vindoura, é razoável que a guerra no Iraque, embora não seja um cumprimento da profecia bíblica, sem dúvida está posicionando a Babilônia para a sua iminente tarefa. Será muito interessante observarmos quais serão os desdobramentos dessa guerra e que reflexões podemos fazer quanto à sua influência ou não na preparação do palco para a Tribulação. Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br/)

Notas:
1.Charles H. Dyer, The Rise of Babylon: Is Iraq at the Center of The Final Drama? Edição Revisada, Chicago: Moody Press, [1991], 2003, p. 16.
2.Dyer, Rise of Babylon, p. 47.
3.Para uma visão geral sobre a Babilônia, veja o nosso diagrama “Babylon in History and Prophecy” na obra de Tim Lahaye e Thomas Ice intitulada Glorioso Retorno – O Final dos Tempos (São Paulo, SP: Abba Press, 2004), p. 102. Veja também Joseph Chambers, A Palace for the Antichrist: Saddam Hussein’s Drive to Rebuild Babylon and Its Place in Bible Prophecy (Green Forest, AR, 1996).
4.Arnold Fruchtenbaum, The Footsteps of the Messiah: A Study of the Sequence of Prophetic Events, (Tustin, Califórnia: Ariel Ministries Press, 1982), p. 192.
5.Dyer, Rise of Babylon, p. 162.
6.Fruchtenbaum, Footsteps, p. 9.
7.Para uma lista de 550 alusões ao Antigo Testamento em Apocalipse, veja Fruchtenbaum, Footsteps, pp. 454-459. Para a defesa de uma Babilônia literal e como as referências vétero-testamentárias em Apocalipse embasam essa perspectiva, veja Charles H. Dyer, “The Identity of Babylon in Revelation 17-18”, em duas partes, Biblioteca Sacra, vol. 144, nº 575 (Julho-Setembro de 1987), pp. 305-316, e nº 576 (Outubro-Dezembro de 1987), pp. 433-449. Veja ainda Charles Harry Dyer, “The Identity of Babylon in Revelation 17-18,” Th.M.Thesis, Dallas Theological Seminary, 1979.
8.Robert Thomas, Revelation 8-22: An Exegetical Commentary (Chicago: Moody Press, 1995), p. 307.
9.Thomas, Revelation 8-22. pp. 307-308.
10.Gary DeMar, Last Days Madness: Obsession of the Mordern Church, (Power Springs, Georgia, EUA, American Vision, 1999), p. 358.
11.DeMar, Last Days Madness, p. 210.
12.B. W. Newton, Thoughts on the Apocalypse, and Conversation on Revelation, xvii.
13.G. H. Pember, Mystery Babylon The Great, pp. v, 22.
14.J. A. Seiss, The Apocalypse: Lectures on the Book of Revelation, p. 397.
15.Clarence Larkin, Dispensational Truth, pp. 140-144.
16.Robert Govett, The Apocalypse Expounded.
17.E. W. Bullinger, Commentary on Revelation, p. 530.
18.William R. Newell, Revelation: A Complete Commentary, p. 268.
19.F. C. Jennings, Studies in Revelation, p. 476.
20.David L. Cooper, World’s Greatest Library Graphically Illustrated, p. 100.
21.G. H. Lang, The Revelation of Jesus Christ, p. 305.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, agosto de 2006.

Fonte: chamada.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Aliança entre a Rússia e o Irã



Quando a União Soviética desmoronou, em 1991, muitos disseram: “O urso está morto!” Mas o urso russo não morreu; ele simplesmente hibernou e hoje está acordando com grande fúria, uma vez que o primeiro-ministro Vladimir Putin tenta restaurar à nação moderna a glória anterior da Mãe Rússia.

O “urso” russo tem estado ocupado fazendo novos amigos. Os mais significativos são os países islâmicos dedicados à destruição de Israel, com os quais a Rússia está formando alianças. O mais notável de todos eles é a Pérsia, ou seja, o Irã dos dias modernos.

Olhando milhares de anos à frente, através das lentes da história profética (a profecia é simplesmente a história antecipada), o profeta Ezequiel viu vários eventos surpreendentes (Ez 36-39), alguns dos quais nos avisam para mantermos os olhos voltados para o urso.

Primeiro, Ezequiel disse que o povo de Israel, espalhado por todo o mundo, retornaria à terra de Israel, sua antiga pátria, dada a ele por Deus. E os judeus já retornaram. Vieram da Europa, da Rússia, da Etiópia, da América, de nações da antiga União Soviética, e de um grande número de outros países para os quais haviam sido espalhados.

E, segundo, em 14 de maio de 1948, aconteceu um milagre que tanto os eruditos quanto os céticos haviam dito que era impossível: Israel renasceu como nação.

A invasão vindoura
Entretanto, Ezequiel escreveu sobre uma ainda futura guerra na qual a Rússia (chamada “Magogue”, Ez 38.1-4) e uma coalizão de nações (todas atualmente islâmicas) virão contra Israel em uma tentativa de destruí-lo: “a Pérsia, a Etiópia e a Líbia estão com eles, todos com escudo e capacete” (v.5).

A primeira nação que as Escrituras mencionam na coalizão é a Pérsia, agora chamada de Irã. O estudioso da Bíblia David Jeremiah escreveu o seguinte:


O próximo país que Ezequiel cita é a Pérsia, nome que aparece trinta e cinco vezes no Antigo Testamento. Para nós é fácil identificar a Pérsia, porque ela reteve o nome que tinha nos tempos da Antigüidade até o ano de 1935, quando se tornou a nação do Irã. Aproximadamente quatro décadas e meia mais tarde, o Irã trocou seu nome oficial para República Islâmica do Irã. Hoje, com sua população de 70 milhões de habitantes, o Irã tornou-se o viveiro para o desenvolvimento rápido do islamismo militante e do ódio anti-semita.[1]

A realidade do aquecimento das relações do urso russo com o Irã é evidente a partir das manchetes na mídia:


• “A Rússia Planeja Mais Cinco Usinas Nucleares no Irã” – por Peter Baker, The Washington Post, 27 de julho de 2002.

• “Em Israel, Putin Defende Negócios com a Síria e o Irã” – por Molly Moore, Washington Post Foreign Service, 29 de abril de 2005.

• “O Kremlin Está Pronto Para Defender o Irã” – por Mikhail Zyar e Dmitri Sidorov, Mosnews.com, 13 de setembro de 2005. Os autores dizem que o Irã quer “aliados confiáveis como a Rússia e a China”.

• “A Rússia Faz Acordo de um Bilhão de Dólares em Armas Com o Irã” – Associated Press, 2 de dezembro de 2005. Esse artigo, publicado pelo site da FOX News, chama a Rússia de “o aliado-chave do Irã”.

Durante anos, a Rússia não ficou feliz por ter de sentar-se nos bancos de trás do ônibus, por assim dizer. No ano passado, depois dela ter invadido a Geórgia, Robert Baer escreveu na revista Time que a Rússia quer um império:

A invasão da Geórgia pela Rússia tem menos a ver com a Ossétia do Sul do que com uma Rússia que nunca se perdoou por perder um império – ou por ser tratada como uma potência de segunda categoria durante todos esses anos. O ressentimento da Rússia apenas cresceu à medida que os preços do petróleo aumentaram. (...) Ao invadir seu país vizinho, a Rússia cruzou o Rubicão. (...) A questão agora é: o que mais ela está tramando por causa daqueles 17 anos de humilhação? Uma coisa deveríamos aguardar com certeza: agora mesmo Moscou está lançando olhares para o Irã, a rota mais direta para a restauração de sua influência no Oriente Médio.[2]

Resgate e redenção
Que chances o pequenino Israel teria contra o urso russo e seus muitos filhotes islâmicos? A resposta está em Ezequiel 38.18: “Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação será mui grande”. Deus ficará enfurecido, Se levantará em defesa de Israel e finalmente destroçará a coalizão (Ez 38.18-39.10).

O resultado do resgate divino será a redenção de Israel:

“Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, quando virem que eu os fiz ir para o cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e que lá não deixarei a nenhum deles. Já não esconderei deles o meu rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus” (Ez 39.28-29).

Deus não esquecerá as promessas de Sua aliança; Ele não abandonará o povo de Sua aliança.

A Rússia e o Irã estão em marcha, e têm más intenções com relação a Israel. Mas o Deus que fez os judeus retornar será o Deus do resgate e da redenção de Israel. (Patrick Neff - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)

Patrick Neff é o diretor dos ministérios eclesiásticos de The Friends of Israel.

Notas:
David Jeremiah, What in the World is Going On? Nashville, TN: Thomas Nelson, 2008). 167.
Robert Baer, “The Russian Empire Strikes Back” [O Império Russo Revida], revista Time, 12 de agosto de 2008, http://www.time.com/time/world/article/%200,8599,1831857,00.html.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Profecias de Daniel

Esse importante volume apocalíptico provê o arcabouço básico da história dos judeus e dos gentios, desde o temo de Nabucodonosor até ao segundo advento de Cristo. A compreensão de suas profecias é essencial para que se possa interpretar corretamente o discurso de Jesus, no monte das Oliveiras (Mt 24 e 25; Lc 21), a doutrina de Paulo sobre o homem do pecado (2 Ts 2), e o livro de Apocalipse. O livro também se reveste de grande importância teológica em relação às suas doutrinas sobre os anjos e a ressurreição.


Entre aqueles que tomam o ponto de vista conservador sobre a data e a autoria do livro, existem duas escolas principais de pensamento na atualidade, concernente à interpretação das profecias ali contidas. Por um lado, alguns comentadores interpretam as profecias de Daniel sobre a grande imagem (2:31-49), sobre os quatro animais (7:2-27), e sobre as setenta semanas (9:24-27) como profecias que culminan na primeira vinda de Cristo e acontecimentos relacionados, pois encontram na Igreja, o novo Israel, o cumprimento das promessas feitas por Deus aos judeus, que seriam o antigo Israel. Assim sendo, a pedra que fere a imagem (2:34-35) apontaria para a primeira vinda de Cristo e o crescimento subsequente da Igreja. Os dez chifres da quarta fera (7:24) não seriam necessariamente, reis contemporâneos; o pequeno chifre (7:24) não representaria necessariamente um ser humano; e a frase 'um tempo, dois tempos e metade dum tempo' (7:25) deveria ser interpretada simbolicamente. Semelhantemente, as setenta semanas (9:24) são simbólicas; e esse período simbólico terminaria com a ascensão de Cristo, quando todos os seis alvos (9:24) por esse tempo já teriam sido cumpridos. Seria a morte do Messias que teria causado a cessação dos sacrifícios judaicos e da oblação, e 'o assolador' (9:27) se refere à destruição subsequente de Jerusalém, por Tito.




Outros comentadores, entretanto (incluindo este autor), interpretam essas profecias como profecias que culminam no segundo advento de Cristo, quando a nação de Israel voltará à proeminência dentro das relações de Deus com a raça humana. De acordo com essa interpretação, a grande imagem do segundo capítulo de Daniel representa o 'reino do mundo' dominado por Satanás (Ap 11:15) na forma de Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma, no qual caso Roma continuaria até o fimda presente dispensação de alguma maneira. Esse império ímpio finalmente culminará nos dez reis contemporâneos entre si (2:41-44; cf 7:24; AP 17:12), os quais serão destruídos por Cristo por ocasião de Sua segunda vinda (2:45). Cristo então estabelecerá Seu reino sobre a terra (cf Mt 6:10, AP 20:1-6), o qual se tornará em 'grande montanha' que encherá 'toda a terra' 2:35.




O sétimo capítulo de Daniel retrata as mesmas quatro monarquias na forma de animais ferozes, sendo que o quarto (Roma) produzirá dez chifres correspondentes aos dez dedos da imagem (7:7). Há certo progresso a partir do segundo capítulo, entretanto, visto que o anticristo é então introduzido como um décimo primeiro chifre que arranca três dos outros chifres e persegue aos santos por 'um tempo, dois tempos e metade dum tempo' (7:25). Que essa frase significa três anos e meio, pode ser visto mediante comparação de Ap 12:14 com 12:6 e 13:5. A destruição do anticristo, em quem o poder das quatro monarquias e dos dez reis finalmente se concentrará (Ap 13:1,2; 17:7-17; cf Dn 2:35) será realizada por Alguém que se parece 'Filho do homem' (Dn 7:13), o qual também virá 'sobre as nuvens do céu' (cf Mt 26:64; Ap 19:11 e segs.).




O 'chifre pequeno' de Dn 8:9 e segs., não deve ser identificado com o de 7:34 e segs. (o anticristo), visto que não emergirá das quatro monarquias, e, sim, de uma divisão do terceiro. Historicamente, o pequeno chifre de Dn 8 foi Antíoco Epifânio, o perseguidor selêucida de Israel (8:9-14). Profeticamente, no ponto de vista pessoal do autor, esse pequeno chifre representa o rei escatológico do norte que se oporá ao anticristo (8:17-26; cf 11:40-45).


A profecia das setenta semanas (9:24-27) evidentemente é de crucial importância para a compreensão da escatologia bíblica. O presente escritor acredita que os setenta setes de anos devem ser contados a partir do decreto baixado por Artaxerxes I de reconstruir Jerusalém, em 444 A.C. (Ne 2:1-8), e devem terminar com o estabelecimento do reino milenar (9:24). Parece claro que um vazio ou hiato separe o fim da semana sescenta e nove do inicio da semana setenta (9:26), pois Cristo colocou a abominação da desolação no fim mesmo da presente dispensação (Mt 24:15, no contexto; cf Dn 9:27). Tais hiatos proféticos não são incomuns no Antigo Testamento (exemplo, Is 61:2; cf Lc 4:16-21). Assim sendo, a septuagésimasemana, de conformidade com os dispensacionalistas premilenistas, é um período de sete anos que precederá imediatamente o segundo advento de Cristo, durante o qual tempo o anticristo se levantará para dominar o mundo e perseguir aos santos.


Daniel 11:2 e segs. prediz o levantamento de quatro reis persas (o quarto sendo Xerxes); Alexandre, o Grande; e diversos reis selêucidas e ptolemaicos, que culminam em Antíoco Epifânio (11:21-32), cujas atrocidades provocaram as guerras dos Macabeus (11:32b-35). O versículo 35b é considerado como aquele que prevê a transição para os tempos escatológicos. Primeiramente, o anticristo surge em vista (11:36-39); e então o rei final do norte, o qual, segundo alguns eruditos premilenistas, esmagará temporariamente tanto o anticristo como o rei do sul, antes de ser sobrenaturalmente destruído nas montanhas de Israel (11:40-45; cf Jl 2:20; Ez 39:4-17). Nesse ínterim, o anticristo ter-se-á recuperado de deu golpe fatal, e dará início a seu período de dominação mundial (Dn 11:44; cf Ap 13:3; 17:8).


A grande tribulação, que se prolongará por três anos e meio (Dn 7:25; Mt 24:21), começará com a vitória do arcanjo Miguel sobre os exércitos celestiais de Satanás (Dn 12:1; cf Ap 12:7 e segs.), e terminará com a ressurreição corporal dos santos e da tribulação (Dn 12:2,3; cf Ap 7:9-14). Embora o período da grande tribulação tenha a duração de apenas 1.260 dias (Ap 12:6), um período adicional de trinta dias parece ser exigido para a purificação e a restauração do Templo (Dn 12:11), e ainda um outro período de quarenta e cinco dias antes que seja experimentada a plena bênção do reino milenar (12:12).


Bibliografia. R. D. Wilson, Studies in the Book of Daniel, I, 1917, II, 1938; J. A. Montgomery, The Book of Daniel, ICC, 1927; R. P. Dougherty, Nabonidus and Belshazzar, 1929; H. H. Rowley, Darius the Mede and the Four World Empires in the Book of Daniel, 1935; C. Lattey, The Book of Daniel, 1948; E. J. Young, The Prophecies of Daniel, 1949; H. D. Culver, Daniel and the Latter Days, 1954; E. W. Heaton, The Book of Daniel, 1956; J. C. Whitcomb Jr., Darius the Mede, 1959.

J.D. Douglas - O Novo Dicionário da Bíblia.