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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Conheça o Capitão Salvação, o super herói gospel

Tim Fumk

Um incêndio foge do controle dos bombeiros na fictícia cidade de Graceville. Uma voz é ouvida saindo de dentro do prédio em chamas: “Senhor, me ajude por favor, Deus!” O grito é de Bella Hope, uma órfã que deseja tornar-se uma grande missionária se conseguir sair dessa.

Suas chances de sobrevivência parecem pequenas, pois as chamas vigorosas fazem os bombeiros recuar. Eis que, surgindo do nada, aparece a resposta daquela oração. Um super-herói usando capa vermelha, com uma cruz estampada no peito entra no prédio, segura Bella nos braços e a leva até um lugar seguro, enquanto o prédio desaba em chamas.

Assim começa a saga do Capitão Salvação, estrela de uma nova série de HQ cristã criada por Curt Hawn, 48 anos, um pastor de jovens que mora na Carolina do Norte. Ele diz que descobriu cedo que “os meninos estão sempre à procura de um herói, alguém que possa servir de exemplo. Mas muitos desses ‘heróis’, que já estão presentes no atletismo e na indústria de entretenimento, não correspondem às expectativas deles.”
O sonho de Hawn é ganhar essas crianças, dando-lhes um super-herói cujo poder vem de sua aliança com o Deus Todo-Poderoso.

Os ajudantes do Capitão

Hawn quer alcançar as crianças com sua história em quadrinhos, que já foi enviada a missionários em várias partes do mundo, e com apresentações em igrejas, escolas e shows de música cristã. Nessas ocasiões, quem encarna o Capitão Salvação é Shane Burton, ex-jogador de futebol americano.
Hawn também trouxe para a equipe Joshua Carpenter, 26 anos. Formado em teologia, esse ex-conselheiro de acampamento cristão zela para que as  histórias sejam ao mesmo tempo fiéis à Bíblia e relevantes para os jovens de hoje.
Para criar essa imagem típica de super-heróis de histórias em quadrinhos, Hawn contratou Greg Waller, artista que já trabalhou para a Marvel e a DC. Waller criou o Capitão a partir dos esboços feitos pelo próprio Hawn.Assim começa a saga do Capitão Salvação, estrela de uma nova série de HQ cristã criada por Curt Hawn, 48 anos, um pastor de jovens que mora na Carolina do Norte. Ele diz que descobriu cedo que “os meninos estão sempre à procura de um herói, alguém que possa servir de exemplo. Mas muitos desses ‘heróis’, que já estão presentes no atletismo e na indústria de entretenimento, não correspondem às expectativas deles.”

O sonho de Hawn é ganhar essas crianças, dando-lhes um super-herói cujo poder vem de sua aliança com o Deus Todo-Poderoso.

Os ajudantes do Capitão

Hawn quer alcançar as crianças com sua história em quadrinhos, que já foi enviada a missionários em várias partes do mundo, e com apresentações em igrejas, escolas e shows de música cristã. Nessas ocasiões, quem encarna o Capitão Salvação é Shane Burton, ex-jogador de futebol americano.

Hawn também trouxe para a equipe Joshua Carpenter, 26 anos. Formado em teologia, esse ex-conselheiro de acampamento cristão zela para que as histórias sejam ao mesmo tempo fiéis à Bíblia e relevantes para os jovens de hoje.

Para criar essa imagem típica de super-heróis de histórias em quadrinhos, Hawn contratou Greg Waller, artista que já trabalhou para a Marvel e a DC. Waller criou o Capitão a partir dos esboços feitos pelo próprio Hawn.
David Sparks Jr. (Josué), os autores Curt Hawn eJoshua Carpenter e Shane Burton (Capitão Salvação)
Para bancar tudo isso, Hawn vendeu a DTI Global, sua empresa de tecnologia que prestava serviços de documentação para escritórios de advocacia.

A venda deu-lhe o tempo e o dinheiro necessários para perseguir o que ele chama de “meu sonho: criar a maior escola dominical do mundo” através de histórias em quadrinhos, apresentações ao vivo e filmes das aventuras. Claro, todos estrelados pelo Capitão Salvação.
Para bancar tudo isso, Hawn vendeu a DTI Global, sua empresa de tecnologia que prestava serviços de documentação para escritórios de advocacia.

“Para a Moto Santa’




Em “O Reino Contra-ataca”, a primeira das cinco revistas em quadrinhos previstas, a equipe definiu as bases da trama. Disfarçado de um gentil vendedor de vitaminas, o personagem que vai se tornar o Capitão Salvação é filho e neto de super-heróis. Assim como seus antecessores, ele resolve usar sua própria força para realizar boas obras. Mas depois de sobreviver a um ataque em que os vilões amarram uma bomba em seu peito, ele aceita a Cristo. Ele “nasce de novo” e surge também o Capitão Salvação, dedicado a fazer a vontade divina, sempre confiando no poder de Deus.

“Vitória! Em nome de Jesus!” diz o Capitão Salvação, enquanto derrota um robô gigante que age em conluio com as forças demoníacas.

O musculoso Capitão tem um ajudante mascarado: Josué, que sempre cita a Bíblia e, assim como Davi derrotou Golias, usa uma funda que lança pedras mágicas.

Sua versão do Batmóvel é uma motocicleta Harley Davidson com um carrinho lateral (foto acima). ”Rápido, Josué”, diz o Capitão Salvação sempre que surge um novo mal para combaterem, “para a MOTO SANTA!”

Quem dá instruções e poder aos bandidos são demônios de rosto vermelho, que vestem terno e têm chifres e asas de dragão. Quem ajuda a dupla religiosa é Sozo, um anjo que mais parece jogador de futebol americano, um ser com asas brancas, rosto azul e que usa um brinco de ouro.

Pai de três filhos, Hawn usa alguns elementos autobiográficos. Por exemplo: Bella Hope foi inspirada na avó dele, que também era órfã.

No final da HQ, o Capitão Salvação pede que as crianças orem com ele para “ativar a sua salvação”.

A oração diz: “Querido Jesus, obrigado por morrer por mim e ressuscitar. Venha ao meu coração e perdoe os meus pecados. Eu lhe dou minha vida a partir de agora. Amém”.

Até agora, diz Hawn, 1.200 crianças já repetiram essa oração. Isso é tudo o que ele quer. “Meu objetivo sempre foi inscrever a palavra de Deus no coração das crianças”, afirma.

Sua história

Hawn sempre frequentou igrejas evangélicas. Quando mudou para Chicago, com o objetivo de seguir carreira nos negócios, ofereceu-se para organizar uma escola bíblica de férias e atrair crianças para a igreja. Foi então que nasceu o seu super-herói, no verão de 1991. O nome original era Capitão Bill, usava roupas vermelhas e era vivido pelo policial aposentado Bill Feffer.

Partiu de Feffer a idéia de mudar o nome do personagem para Capitão Salvação, citando a carta de Paulo aos Hebreus (2.10). A versão em inglês refere-se a Jesus como “capitão da salvação deles”.

Mais tarde, quando sua visão comercial para o personagem cresceu, Hawn registrou a marca “Capitão Salvação.” Na região de Charlotte, Carolina do Norte, onde mora desde 1997, ele encontrou as outras pessoas que agora trabalham com ele na realização de seu sonho.

Milhares de Capitães

No ano 2000 ele conheceu Carpenter, co-fundador da revista em quadrinhos, em um acampamento da sua igreja em Hendersonville. Formado pelo Instituto Cristo para as Nações, em Dallas, Carpenter o ajudou a fazer com que as histórias fossem melhor fundamentadas na Bíblia. Depois, também assumiu o departamento de marketing da editora. Ele ajudou a introduzir o Capitão Salvação nas lojas ligadas à Associação de Livreiros Cristãos e também em algumas rádios do segmento. Ele trabalhou ainda com uma banda de rock para compor músicas que farão parte de um futuro CD do Capitão Salvação.

Na igreja Freedom House, que Hawn frequenta em Charlotte, ele conheceu Burton, um homem com mais de dois metros e que pesa 150 quilos. O ex-zagueiro foi vice-campeão da NFL em 2004 jogando pelo Carolina Panthers. Mas quando eles se conheceram, em 2007, Burton estava mais interessado em ganhar almas.

Ele foi me cumprimentar e quase esmagou minha mão. Então me disse: “Toda vez que vejo você, penso em crianças”. Eu respondi: “Talvez Deus esteja planejando algo. Criei recentemente uma revista em quadrinhos”.

Agora, uma vez por mês, Burton interpreta o Capitão Salvação para diferentes grupos de crianças. Ele é acompanhado por David Sparks Jr., um mecânico e diácono da Freedom House, que se veste como Josué, o ajudante do Capitão.

Mas se Hawn alcançar seu objetivo, muitos outros irão encarnar os super-heróis que ele criou. Igrejas poderão encomendar os quadrinhos (as próximas três edições já foram escritas) e receber gratuitamente os direitos para usar o uniforme nas escolas dominicais, viagens missionárias e em escolas bíblicas de férias.

“Quero ver milhares de pessoas vivendo o Capitão Salvação. Esse é meu alvo final. Nós só queremos espalhar o evangelho”, finaliza Hawn.

Conheça mais sobre o Capitão Salvação AQUI. E, como todo herói moderno, ele tem uma conta no Twitter AQUI. 

Fonte: Charlotte Observer

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sexo virtual: entre e desfrute!

Por Márcio de Souza



É impressionante o número de cristãos sinceros que são atingidos pela febre digital de consumo de sexo. Já perdi a conta de quantos relatos ouvi e de quantas pessoas tiveram sua vida sexual destruída por conta disso. Tudo começa como uma diversão, olha um site aqui, vê um filme ali, até que se entra em salas de bate papo e se começa a assumir uma outra identidade, a de prostituto(a) virtual.

As pessoas começam a liberar seus instintos mais primitivos e colocar para fora suas fantasias mais bizarras. Quando você para pra olhar ao redor, não sobrou mais nada, virou vício, e o camarada está trocando uma boa noite de amor com sua mulher por um momento de masturbação em frente ao monitor.

Deus pode e quer mudar esse quadro na sua vida, Ele tem poder para isso. Mas é necessário entrega total dos pontos, colocar as cartas na mesa e assumir o fundo do poço. Só assim, arrependendo-se dia a dia das práticas sexuais virtuais é que alcançaremos a libertação total. Se por um acaso, você recair, saiba que você tem um advogado no céu junto ao pai, Jesus Cristo, o justo! Não desista, ore apesar da vergonha, não aceite a culpa que o diabo quer impor a você, apenas prossiga, Deus tem a cura para esse vício!

E no mais, tudo na mais santa paz!


***
Postou Márcio de Souza, no Púlpito Cristão

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Porradas em nome de Jesus

Igrejas promovem vale-tudo para conectar-se com os jovens

Diego Sanchez, lutador de artes cristãs de Memphis, Tennessee, em dezembro de 2009, durante apresentação de lutas marciais. Várias igrejas evangélicas do estado tem promovido eventos de luta para trair novos adeptos nos Estados Unidos

Em uma sala de ensaio do teatro da rua Beale, o pastor John Renken, 42, recentemente puxou uma oração com um grupo de jovens: “Agradecemos por esta noite. Que seja uma representação do Senhor”.

Uma hora depois, um membro de seu rebanho que havia baixado a cabeça em sinal de respeito estava dando uma chuva de socos em um oponente. As orientações de Renken não eram exatamente delicadas.

“Golpeie com força!”, gritava ao lado de um ringue de um evento de artes marciais chamado Gaiola de Ataques. “Termine a luta! Vai na cabeça! Na cabeça!”

O jovem era membro de uma equipe de luta do Ministério Extremo, uma pequena igreja próxima a Nashville que serve também de academia de artes marciais. Renken, que fundou a igreja e a academia também é técnico da equipe. O lema da escola é “Onde os pés, os pulsos e a fé colidem”.

O ministério de Renken faz parte de uma parcela pequena mas crescente de igrejas evangélicas que adotam o vale-tudo -um esporte com fama de violência e sangue que combina vários estilos de luta- para alcançar e converter jovens, cujas participação na igreja tem sido persistentemente baixa. Os eventos de vale tudo atraíram milhões de telespectadores; um deles foi o maior evento pay-per-view de 2009.

O recrutamento nessas igrejas, predominantemente brancas, envolve reuniões para assistir lutas na televisão e palestras que usam os combates para explicar como Cristo lutou pelo que acreditava. Outros ministros vão mais longe, sediando ou participando de eventos ao vivo.

O objetivo, segundo esses pastores, é injetar masculinidade em seus ministérios -e na imagem de Jesus- na esperança de tornar o cristianismo mais atraente. “Amor e compaixão, concordamos com essas coisas também. Mas o que me fez encontrar Cristo foi que Jesus era um lutador”, disse Brandon Beals, 37, pastor da igreja Canyon Creek no subúrbio de Seattle.

O esforço faz parte de um programa mais amplo e mais antigo de alguns ministros que temem que suas igrejas tornaram-se femininas demais, promovendo a gentileza e a compaixão à custa da força e da responsabilidade.
“O homem deve ser o líder do lar. Criamos uma geração de menininhos”, disse Ryan Dobson, 39, pastor e fã do vale tudo que é filho de James C. Dobson, fundador do grupo evangélico proeminente “Foco na Família”. Leia +.



Esses pastores dizem que o casamento da fé com o combate tem a intenção de promover os valores cristãos, citando versos como “trave a boa luta da fé”, Timóteo 6:12.

Muitos estimam que o número de igrejas que estão adotando as artes marciais está em torno de 700, de um total de 115.000 igrejas evangélicas brancas nos EUA. O esporte é considerado uma ferramenta legítima para alcançar os jovens pela Associação Nacional de Evangélicos, que representa mais de 45.000 igrejas.


Leonard Lane(esquerda) lutando no teatro de Memphis, em Dezembro de 2009, estimulado pela Xtreme Ministries, uma igreja que funciona também como academia de artes marciais nos fundos de um teatro da Beale Street

“Existem muitos jovens perturbados que cresceram sem pais e estão vagando sem esperança. Eles próprios também são péssimos pais, perdidos”, disse Paul Robie, 54, pastor da igreja comunitária de South Main em Dhackerer, Utah.

A luta como metáfora faz sentido para alguns jovens.

“Estou lutando para fornecer uma qualidade de vida melhor para minha família e dar-lhe coisas que eu não tive quando era pequeno”, disse Mike Thompson, 32, ex-membro de gangue e estudante de Renken que até recentemente era desempregado e hoje luta com o apelido de “A Fúria”.

“Quando aceitei Cristo em minha vida, compreendi que uma pessoa pode lutar pelo bem”, disse Thompson.

Igrejas evangélicas sem denominação têm uma longa história de usar a cultura popular -rock, skate e até ioga- para atingir novos seguidores. Ainda assim, mesmo entre as seitas mais experimentais, o vale tudo têm críticos.

“Aquilo que você usa para atrair as pessoas para Cristo também será aquilo que você vai precisar para manter as pessoas”, disse Eugene Cho, 39, pastor da igreja Quest, uma congregação evangélica em Seattle. “Eu não vivo pelo Jesus que come carne vermelha, bebe cerveja e bate em outros homens.”

Robert Brady, 49, vice-presidente executivo de um grupo evangélico conservador concordou, dizendo que a mistura do vale tudo com o evangelismo “tira tão facilmente o verdadeiro foco da igreja que é o gospel”.


Há quase uma década, o vale tudo era considerado um esporte sangrento, sem regras ou regulamentos. Foi proibido em quase todos os Estados e criticado por políticos como o senador republicano do Arizona John McCain.

Nos últimos cinco anos, contudo, graças a um inteligente marketing do Ultimate Fighting Championship, a principal marca do esporte, o vale tudo se tornou comum. Hoje, é legal e regulamentado em 42 estados.

Seus defensores apontam para um estudo da Universidade Johns Hopkins mostrando que os participantes das lutas sofrem menos nocautes do que os lutadores de boxe.

No último ano e meio, uma sub-cultura evoluiu, com os cristãos das artes marciais vestindo marcas como “Jesus didn’t tap” e redes sociais cristãs como a anointedfighter.com.

Cerca de 100 homens, muitos tatuados e de cabeça raspada, participam das festas de lutas em Canyon Creek, assistindo combates em quatro grandes televisões da igreja. Há vendedores de cachorro-quente e de camisetas com a frase “Predestinado a Lutar”.

Metade dos que estão ali não são membros da igreja, mas vieram por meio de amigos, disse Beals, conhecido como o pastor da luta.

Os homens de 18 a 34 anos estão ausentes das igrejas, disseram os pastores, porque as igrejas se tornaram mais cômodas para mulheres e crianças.

“Crescemos em igreja de tons pastéis. Os homens caíam no sono”, disse Tom Skiles, 37, pastor da igreja Spirit of St. Louis em Montana.

Ao se focar na dureza de Cristo, os líderes evangélicos estão voltando a um movimento similar do início do século passado, dizem os historiadores, quando as mulheres começaram a entrar para força de trabalho. Os proponentes desse cristianismo muscular defendiam o levantamento de peso e outros esportes como forma de expressarem sua masculinidade.

“Toda essa geração foi criada com a idéia que estão em uma guerra pelo coração e alma dos EUA”, disse Stephen Prothero, professor de religião da diversidade Boston.

Paul Burress, capelão e técnico de luta da igreja Batista Victory, em Rochester, disse que o vale tudo dera a seus alunos uma chance de trabalhar de corpo, alma e espírito. “Ganhando ou perdendo, representamos Jesus”, disse ele. “E vencemos na maior parte das vezes.”

Contudo, na noite fria de Memphis, Renken, o pastor dos Ministérios Extremos, assistiu a dois de seus três lutadores apanhando, um quebrando o tornozelo.

O outro, Jesse Johnson, 20, potencial convertido, foi dominado pelo pescoço e decidiu não voltar para casa com os outros membros da igreja. Ele ficou em Memphis bebendo e estejando com amigos ao longo da rua Beale, ponto agitado e cheio de neons da cidade.

fonte: Herald Tribune [via UOL]
tradução: Deborah Weinberg
dica do Gustavo K-fé e do Chicco Sal

então os caras acham que as igrejas estão produzindo "florzinhas de Jesus" em larga escala? gentileza e compaixão são características indesejáveis? :O


em tempo: aqui no Brasil já tá rolando há muito tempo vale-tudo em nome do evangelho...

Luciano Ferrari
http://simbolodopeixe.blogspot.com/